Na abertura do Pavilhão Brasil na Feira de Hannover, uma das maiores feiras industriais do mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu um novo posicionamento do país no cenário global. Com a presença de mais de 300 empresas brasileiras e do chanceler alemão Friedrich Merz, Lula afirmou que o Brasil não aceita mais ser visto como uma nação de segundo plano.
“Nós cansamos de ser tratados como um país pobre e um país pequeno”, declarou o presidente, complementando a ambição nacional. “O Brasil é um país que quer se transformar numa economia rica.” A fala marca um esforço diplomático para reposicionar o país como um ator central nas discussões econômicas e ambientais.
Potência energética e acordos comerciais
Em seu discurso, Lula destacou as vantagens competitivas do Brasil, principalmente sua matriz energética, que é 90% renovável. Ele citou o uso de 30% de etanol na gasolina e 15% de biodiesel no diesel como exemplos do potencial brasileiro em biocombustíveis, aproveitando para criticar barreiras europeias a esses produtos.
A visita, que marca o retorno do Brasil como país parceiro oficial da feira após 46 anos, também foi palco para a defesa do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O presidente argumentou que a parceria é estratégica para ambos os blocos e que o Brasil está pronto para assumir um papel de liderança na transição energética global.










