Para suprir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas, o salário mínimo ideal em abril de 2026 deveria ser de R$ 7.890,50. O valor, calculado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), é 4,8 vezes maior que o piso nacional vigente, de R$ 1.631.
Essa estimativa leva em conta os direitos garantidos pela Constituição Federal, que incluem custos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência social. O cálculo considera uma família composta por dois adultos e duas crianças.
A base para chegar ao valor ideal é o custo da cesta básica mais cara entre as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese. Em abril de 2026, São Paulo registrou o maior preço, com a cesta custando R$ 915,30. O valor do salário mínimo necessário é então calculado multiplicando o custo da cesta por um fator que considera os outros gastos essenciais.
O objetivo do estudo é mostrar a distância entre o valor oficial e o montante realmente necessário para que um trabalhador possa sustentar sua família com dignidade, sem depender de auxílios ou fazer dívidas para cobrir despesas fundamentais.
Custo da cesta básica pelo Brasil
O preço dos alimentos básicos varia significativamente entre as capitais brasileiras, impactando diretamente o poder de compra da população local. A pesquisa de abril de 2026 mostrou que, enquanto São Paulo tem a cesta mais cara, Aracaju apresenta o menor custo.
- São Paulo: R$ 915,30
- Rio de Janeiro: R$ 890,70
- Florianópolis: R$ 872,50
- Porto Alegre: R$ 861,90
- Brasília: R$ 855,40
- Aracaju: R$ 645,80
Com o salário mínimo atual de R$ 1.631, um trabalhador consegue comprar cerca de 1,8 cesta básica na capital paulista. Em Aracaju, onde o custo é menor, o mesmo salário compra o equivalente a 2,5 cestas. O levantamento do Dieese evidencia como a inflação dos alimentos corrói o poder de compra e aumenta o desafio para milhões de famílias fecharem as contas no fim do mês.






