A NASA e outras agências espaciais mantêm um sistema de vigilância constante para identificar e rastrear asteroides que possam representar uma ameaça à Terra. Esse monitoramento funciona 24 horas por dia, utilizando uma rede global de telescópios e programas especializados.
A principal linha de frente é o Escritório de Coordenação de Defesa Planetária (PDCO) da NASA. A missão desse departamento é clara: detectar Objetos Próximos da Terra (NEOs), calcular suas órbitas e determinar se algum deles tem chance de colidir com o nosso planeta no futuro.
O processo começa com uma varredura sistemática do céu. Telescópios em solo e no espaço capturam imagens noturnas e softwares avançados analisam esses dados para encontrar pontos de luz que se movem em relação às estrelas fixas. Uma vez que um objeto é identificado, observações adicionais são feitas para traçar sua trajetória com precisão.
Principais ferramentas de vigilância
A rede de detecção conta com diversos instrumentos poderosos espalhados pelo mundo e pelo espaço. Entre os principais, destacam-se:
- Pan-STARRS: localizado no Havaí, este sistema de telescópios consegue escanear todo o céu visível várias vezes por mês, sendo responsável pela maioria das novas descobertas de asteroides e cometas.
- Catalina Sky Survey: operando no Arizona, é outro programa fundamental na busca por NEOs, complementando a cobertura de outras instalações e garantindo que nenhuma área do céu fique sem vigilância por muito tempo.
- NEOWISE: este telescópio espacial da NASA utilizou tecnologia de infravermelho para detectar o calor emitido pelos asteroides até o encerramento de sua missão, em 2024. Tinha a vantagem de conseguir identificar objetos muito escuros, que são difíceis de serem vistos por telescópios ópticos. Sua missão será continuada pelo futuro telescópio NEO Surveyor.
Quando um asteroide potencialmente perigoso é encontrado, suas informações são compartilhadas internacionalmente para que outros observatórios possam confirmar os dados. Com base na órbita, tamanho e proximidade, os cientistas calculam a probabilidade de impacto usando escalas de risco, como a Escala de Torino.
Além de apenas observar, as agências espaciais também testam métodos de deflexão. A missão DART (Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo), por exemplo, provou em setembro de 2022 que é possível alterar a trajetória de um asteroide ao colidir uma espaçonave contra ele. O sucesso da manobra representa um marco na capacidade humana de se proteger de futuras ameaças.










