Com a Copa do Mundo de 2026 em pleno andamento, a presença dos jogos em canais como Globo, SBT e até mesmo no streaming da CazéTV não é uma escolha aleatória, mas o resultado de uma complexa e milionária disputa pelos direitos da transmissão do torneio. O processo que definiu quem transmite as partidas no Brasil foi, na prática, um leilão de cifras altíssimas, no qual emissoras de TV aberta, canais por assinatura e plataformas digitais competiram por diferentes fatias do evento.
A FIFA, entidade que organiza o mundial, é a dona dos direitos e os negocia com empresas de mídia de cada país. Para maximizar os lucros e o alcance, os direitos não são vendidos como um pacote único, mas sim divididos em categorias. Essa fragmentação permite que diferentes companhias transmitam os jogos em plataformas distintas, o que explica por que uma mesma partida da Copa 2026 pode ser assistida tanto na TV aberta (Globo e SBT) quanto na TV por assinatura (SporTV) e no streaming (CazéTV e Prime Video).
Como funciona a divisão dos direitos de transmissão?
A negociação é feita com anos de antecedência. As empresas interessadas apresentam propostas financeiras à FIFA ou a agências intermediárias, e quem oferece o maior lance para um determinado pacote, leva. Para a Copa 2026, a primeira com 48 seleções e 104 jogos, a disputa foi ainda mais acirrada devido ao maior número de partidas e ao crescente interesse das plataformas digitais.
Os principais pacotes negociados foram:
- TV aberta: Pacote mais valioso pelo alcance. Na Copa 2026, os direitos foram divididos entre a Globo e o SBT.
- TV por assinatura: Direcionado aos canais pagos, com cobertura mais aprofundada. O SporTV, do Grupo Globo, é o detentor dos direitos nesta edição.
- Streaming e digital: Segmento em forte expansão, que nesta edição teve um protagonista claro. A CazéTV adquiriu os direitos para transmitir 100% dos jogos online, alguns em parceria com o Prime Video.
- Rádio: Os direitos para narração das partidas por emissoras de rádio também são negociados em um pacote separado.
A Copa 2026 é um marco na história dos direitos de transmissão, consolidando a força das novas plataformas digitais. A CazéTV, um canal de streaming liderado por um influenciador, é o maior exemplo dessa mudança, ao garantir a exibição de todos os 104 jogos do torneio online. Essa movimentação mostra que a briga pelos direitos não é mais restrita às emissoras tradicionais, resultando em um cenário mais caro e fragmentado, que redefine como o público brasileiro assiste ao maior evento de futebol do planeta.










