
O avistamento de um suposto alienígena na cidade de Varginha, em Minas Gerais, completa 30 anos no dia 20 de janeiro. Documentos oficiais do Superior Tribunal Militar (STM) detalham a apuração do caso e revelam, com base em depoimentos, que tudo pode ter sido fruto de uma má interpretação.
O Inquérito Policial Militar (IPM) contém dois volumes com cerca de 300 páginas cada. O documento está digitalizado e disponível para consulta pública no site do STM. O objetivo do inquérito, instaurado em 1997, foi averiguar a participação de militares na captura e apreensão do suposto extraterrestre.
Segundo as informações coletadas, o tal ET de Varginha, na verdade, se tratava de um homem com transtornos mentais que foi avistado por três jovens em um bairro da cidade. O documento conta com fotografias que sustentam a hipótese.
Dois ufólogos chegaram a ser ouvidos pela investigação após publicarem um livro que ajudou a popularizar o caso em todo o país. Os militares citados na obra foram ouvidos no IPM e negaram qualquer participação no caso. Depoimentos de motoristas de viaturas militares e superiores hierárquicos também negaram o envolvimento no transporte da suposta criatura capturada.
Na decisão de arquivamento do caso, o IPM classifica o avistamento do ET de Varginha como “inverossímil” e cita que a história rendeu até piadas no Casseta & Planeta, programa de humor exibido pela TV Globo na época.
O STM afirma que a disponibilização dos arquivos da investigação “reforça o compromisso institucional com a transparência”, além de “oferecer ao público a oportunidade de confrontar versões populares com documentos oficiais”.

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