CRIME ORGANIZADO

"Dei bobeira", diz delegada presa por suspeita de envolvimento com o PCC

Recém-empossada na Polícia Civil de São Paulo, delegada afirmou em depoimento que errou ao manter vínculos com pessoas investigadas

Layla havia tomado posse como delegada da Polícia Civil de São Paulo em 19 de dezembro de 2025 e ainda estava em estágio probatório quando foi presa, menos de um mês depois -  (crédito:  Reprodução/Instagram)
Layla havia tomado posse como delegada da Polícia Civil de São Paulo em 19 de dezembro de 2025 e ainda estava em estágio probatório quando foi presa, menos de um mês depois - (crédito: Reprodução/Instagram)

delegada Layla Lima Ayub, de 36 anos, presa na manhã de sexta-feira (16/1), admitiu em depoimento que “deu bobeira” ao manter relações pessoais e profissionais que hoje são investigadas como parte de um suposto esquema de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A declaração foi dada após a prisão temporária decretada no âmbito da Operação Serpens, deflagrada pelo Ministério Público. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo.

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Layla havia tomado posse como delegada da Polícia Civil de São Paulo em 19 de dezembro de 2025 e ainda estava em estágio probatório quando foi presa, menos de um mês depois. Segundo as investigações, mesmo após assumir o cargo, ela teria continuado a atuar como advogada criminalista, inclusive em audiências de custódia em Marabá (PA), em 28 de dezembro, nove dias após a posse, para defender um integrante do PCC preso por tráfico e associação criminosa, o que é proibido para integrantes da carreira policial.

De acordo com o Ministério Público, a delegada mantinha um relacionamento amoroso com Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, apontado como integrante do núcleo do PCC no Norte do país e que também foi preso na operação. Ele teria, inclusive, acompanhado Layla na cerimônia oficial de posse, realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

As apurações indicam ainda que o casal é investigado por possível participação em esquema de lavagem de dinheiro, envolvendo a aquisição de uma padaria na zona leste da capital paulista. Para os promotores, há indícios de que o estabelecimento teria sido usado para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas.

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Em depoimento, a delegada afirmou que não integrava a facção criminosa, mas reconheceu que não agiu sozinha e cometeu erros ao manter relações que hoje levantam suspeitas. Segundo a PC-SP, a frase “dei bobeira” é interpretada pelos investigadores como uma tentativa de minimizar a gravidade das condutas apontadas pela acusação.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em São Paulo e no Pará. Layla pode responder por crimes como organização criminosa, lavagem de capitais e infrações administrativas relacionadas ao exercício ilegal da advocacia após a posse.

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postado em 17/01/2026 10:58
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