
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou à Justiça o contraventor Rogério de Andrade e dois policiais militares aposentados por participação em uma organização criminosa voltada à exploração ilegal de jogos de azar e à prática de corrupção ativa. As acusações fazem parte da segunda fase da Operação Pretorianos, deflagrada nesta quinta-feira (29/1).
Os mandados de prisão expedidos no âmbito da operação foram cumpridos em endereços no Rio de Janeiro e na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde Rogério de Andrade já estava preso por outro processo, relacionado à morte do rival Fernando Iggnácio.
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Segundo o Ministério Público, os policiais militares aposentados Carlos André Carneiro de Souza e Marcos Antonio de Oliveira Machado integravam a equipe de segurança pessoal de Rogério de Andrade e atuavam diretamente na proteção do contraventor e de seus familiares. A investigação aponta que ambos prestavam serviços vinculados à estrutura da organização criminosa.
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Ainda de acordo com a denúncia, Carlos André, em conjunto com Rogério de Andrade, é acusado de corrupção ativa por subornar um policial militar da ativa. O objetivo, conforme o Ministério Público, era obter informações sigilosas sobre operações policiais e direcionar ações contra estabelecimentos de jogos clandestinos explorados por grupos rivais.
A investigação foi conduzida a partir de um Procedimento de Investigação Criminal (PIC) instaurado pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO). A operação contou com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público, da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Delegacia de Polícia Judiciária Militar. A Corregedoria da PM acompanhou o cumprimento dos mandados.
A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, que dará prosseguimento à ação penal.

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