RIO DE JANEIRO

19 policiais ligados ao bicheiro Rogério de Andrade são denunciados

Grupo de Combate ao Crime Organizado cumpre 20 mandados de prisão contra bicheiro e agentes que fariam a segurança de pontos de jogos ilegais em Bangu

Ministério Público do Rio de Janeiro realiza uma operação contra o bicheiro Rogério de Andrade e integrantes do núcleo de segurança dele -  (crédito: Reprodução/Redes Sociais )
Ministério Público do Rio de Janeiro realiza uma operação contra o bicheiro Rogério de Andrade e integrantes do núcleo de segurança dele - (crédito: Reprodução/Redes Sociais )

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realiza, nesta terça-feira (10/3), uma operação contra o bicheiro Rogério de Andrade e integrantes do núcleo de segurança que atuariam na região de Bangu, na Zona Oeste do Rio. Ao todo, foram expedidos 20 mandados de prisão preventiva.

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Entre os alvos estão 19 policiais, sendo 18 militares e penais, da ativa e da reserva, além de um policial civil aposentado. Segundo a investigação, o agente da Polícia Civil teria sido cooptado pela organização criminosa ainda quando estava em atividade.

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A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e conta com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ, além das corregedorias da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

De acordo com o Ministério Público, os investigados atuavam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar controlados pelo grupo na região de Bangu. A apuração aponta que os agentes usavam práticas recorrentes de corrupção para garantir o funcionamento das atividades do esquema.

Os denunciados devem responder pelos crimes de organização criminosa armada, com agravante pelo envolvimento de servidores públicos e pela ligação com outras organizações criminosas, além de corrupção ativa e passiva.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital e são cumpridos em endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti. Também há ordem judicial sendo cumprida na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Segundo a investigação, os policiais militares denunciados estavam lotados na Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP), no Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) e nos 4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º Batalhões da Polícia Militar.

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postado em 10/03/2026 11:19
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