O quarto e último foragido no caso de estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos se entregou na 54ª DP (Belford Roxo) nesta quarta-feira (4/3). Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos, será transferido diretamente para o Presídio José Frederico Marques, localizado no bairro de Benfica, na Zona Central do Rio de Janeiro.
Mais cedo, Vitor Hugo Simonin, da mesma idade, que também estava foragido, se entregou na 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), acompanhado de seu advogado. O jovem é filho do ex-subsecretário da Secretaria de Governança, Compliance e Gestão Administrativa José Carlos Costa Simonin, que foi exonerado na terça-feira (3), com o objetivo de "resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados".
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Os outros dois réus envolvidos no crime já haviam se entregado: Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19, e João Gabriel Xavier Berthô, também de 19.
Os quatro são réus pelo crime de estupro, com o agravante de a vítima ser menor de idade, além da acusação de cárcere privado.
Com relação ao menor de idade envolvido no estupro, um inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) com pedido de apreensão por ato infracional análogo aos crimes investigados.
Entenda
Os quatro jovens são acusados de atrair uma jovem de 17 anos para um apartamento localizado em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em um crime caracterizado pela polícia como "emboscada planejada". Na noite de 31 de janeiro, a vítima relatou que foi convidada pelo ex-namorado, um adolescente de 17 anos, para ir ao imóvel. Ele teria pedido que ela levasse uma amiga, mas, como não conseguiu companhia, a jovem foi sozinha.
Ainda no elevador, o rapaz avisou que outros amigos estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”. A adolescente disse ter recusado. No apartamento, ela foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o ex-namorado, outros quatro jovens entraram no cômodo.
A vítima contou que, após insistência, concordou apenas que eles permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. Conforme o relato prestado à polícia, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la e a forçaram a praticar sexo oral, além de submetê-la à penetração.
Ela afirmou ter sofrido agressões físicas, como tapas, socos e um chute na região abdominal. Segundo o depoimento, tentou sair do quarto, mas foi impedida.
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