JUSTIÇA

Carlinhos Cachoeira é preso pela Polícia Federal em Congonhas

Contraventor investigado por calúnia, difamação e injúria foi preso no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na tarde desta quarta-feira

A Polícia Federal prendeu, na tarde desta quarta-feira (13/5), o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 8ª Vara Criminal de Goiânia.

Nesta investigação, Cachoeira é investigado por crimes de calúnia, difamação e injúria. Até o momento, não foram divulgados mais detalhes sobre o andamento do processo ou sobre a motivação específica da decisão judicial. Conhecido nacionalmente por envolvimento em esquemas de jogos ilegais, Cachoeira já foi alvo de uma das operações de maior repercussão da Polícia Federal na última década.

Carlinhos Cachoeira ganhou projeção nacional principalmente após a Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal em 2012. A investigação apontou a existência de uma rede de exploração de caça-níqueis, além de suspeitas de corrupção e influência sobre agentes públicos, empresários e políticos.

O caso teve ampla repercussão por causa das escutas telefônicas realizadas durante a investigação. As gravações revelaram contatos frequentes entre Cachoeira e o então senador Demóstenes Torres.

As investigações também citaram autoridades e empresários e atingiram a construtora Delta. A repercussão política levou à criação da CPMI do Cachoeira no Congresso Nacional, comissão que investigou as relações do contraventor com agentes públicos e empresas.

Antes disso, Cachoeira já havia sido citado em outro episódio político de grande impacto nacional. Em 2004, ele apareceu ligado ao caso Waldomiro Diniz, ex-assessor da Casa Civil do governo Lula, no primeiro grande escândalo do primeiro mandato do petista.

Na ocasião, Waldomiro foi flagrado em vídeo tratando de propina e jogos ilegais. O episódio provocou forte repercussão política e ampliou a exposição pública das atividades atribuídas ao grupo ligado ao contraventor.

Condenações e penas

Em 2012, durante o avanço das investigações da Operação Monte Carlo, Cachoeira foi preso pela Polícia Federal. Ao longo dos processos judiciais, ele foi condenado por crimes como corrupção, formação de quadrilha e exploração de jogos ilegais. As penas atribuídas ao contraventor ultrapassaram 39 anos de prisão. Apesar disso, parte dos processos foi respondida em liberdade após recursos apresentados à Justiça.

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