
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na última semana, 15,5 quilos de ouro em barras oriundas do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. A carga foi interceptada durante uma fiscalização de rotina no município de Rorainópolis, em Roraima, e foi avaliada em R$10 milhões.
As ações contra o garimpo na região são coordenadas pela Casa de Governo da Presidência da República instalada em Boa Vista, capital de Roraima.
Segundo a Casa Civil, o ouro estava dividido em 28 barras, e foi localizado no compartimento interno de um automóvel que seguia de Manaus para Boa Vista. O material não possuía documentação fiscal nem licença ambiental.
“A apreensão faz parte de uma frente de ações voltada a enfraquecer a logística do garimpo ilegal, que inclui o transporte de ouro, o uso de pistas clandestinas, rotas de acesso e estruturas de apoio à atividade”, destacou.
Prejuízo para o garimpo ilegal
Entre os dias 14 e 20 de junho ocorreram 50 fiscalizações de aeronaves, 12 fiscalizações em pistas de pouso, 484 em veículos e 423 pessoas foram abordadas. No período, duas pessoas foram presas, e o prejuízo estimado ao garimpo ilegal chegou a R$ 741 mil, contabilizando todos os resultados da operação em curso.
Outro destaque foram as fiscalizações das equipes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), com apoio da Força Nacional de Segurança Pública, nas regiões do Aracaçá, Xiriana e Noronha. No mesmo período, um acampamento utilizado por garimpeiros foi desmontado, e materiais empregados na atividade ilegal foram inutilizados, incluindo combustível, equipamentos e estruturas de apoio.
*Estagiário sob supervisão de Victor Correia

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