CRIME CHOCA GOIÁS

Caixa de supermercado é encontrada morta em Goiás

Polícia investiga feminicídio de Tânia Maria Ribeiro; suspeito confessou o assassinato em áudio enviado ao genro da vítima

Por Letícia Passos

Tânia Maria Ribeiro de Oliveira, caixa de supermercado de 63 anos, foi encontrada sem vida dentro da residência onde morava, em Itumbiara, no sul de Goiás. A Polícia Civil investiga o caso e procura pelo companheiro da vítima, apontado como principal suspeito do crime de feminicídio. De acordo com o delegado responsável pela investigação, o homem admitiu o homicídio em uma mensagem de áudio enviada ao genro da vítima.

O corpo foi localizado na quarta-feira (24/6), em um imóvel no Setor Afonso Pena. Até a publicação da reportagem, a defesa de Carlos Humberto Silva Cardoso não havia sido localizada para comentar as acusações.

"Fui eu, fui eu sim, eu que matei ela. Matei, não me arrependo, não! E se tiver que matar de novo, eu mato de novo. Eu te avisei, eu falei", é possível escutar em trecho do áudio.

Segundo afirmou o delegado Felipe Salla, ao g1, a Polícia Civil iniciou as diligências após familiares demonstrarem preocupação com o desaparecimento de Tânia. O genro dela procurou o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), o que levou os investigadores até o endereço da vítima.

“Então, ele nos procuraram e a gente foi lá até a residência dela, com a autorização dos familiares, entramos e tivemos acesso ao corpo dela, já em estado de decomposição, no quarto, deitado sobre uma cama e coberto com um edredom”, contou.

À TV Anhanguera, o delegeado informou que a principal linha de investigação aponta que o crime ocorreu após um desentendimento entre o casal. A suspeita é de que o homem tenha perdido o controle durante a discussão e estrangulado a companheira.

Relatos de familiares indicam que, no domingo (21/6), um dos irmãos da vítima ouviu uma discussão na residência. Desde esse dia, Tânia também deixou de comparecer ao trabalho, aumentando a preocupação de pessoas próximas. 

As investigações ainda apontam que a vítima já havia obtido uma medida protetiva contra o suspeito em ocasião anteriro. Apesar disso, os dois retomaram o relacionamento posteriormente. 

Ainda de acordo com o delegado, o investigado possui antecedentes registrados na Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (DEAEM) por crimes de lesão corporal e ameaça. A Polícia Civil aguarda a formalização do mandado de prisão para divulgar oficialmente a identidade e a fotografia do suspeito, que permanece foragido.

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