
A estudante cearense Júlia Passarini venceu o concurso Quebra-Gelo do Conhecimento, organizado pela empresa russa de energia nuclear Rosatom. Como prêmio, ela embarcará em agosto para o Polo Norte a bordo do quebra-gelo nuclear 50 Let Pobedy (50 Anos da Vitória).
A competição reuniu cerca de 5 mil estudantes de 14 a 16 anos, vindos de 22 países. Os participantes enfrentaram diversas etapas, incluindo um quiz científico, webinars com especialistas e uma tarefa criativa final.
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Na última fase, os finalistas apresentaram videoprojetos com o tema “Como as tecnologias nucleares estão mudando o mundo hoje”. O trabalho de Júlia foi considerado o melhor entre os concorrentes do Brasil.
“Fiquei muito feliz quando recebi a notícia”, declarou a estudante. “Com todas as etapas do concurso, aprendi muito sobre energia nuclear. Como eu já pretendo seguir carreira na área de exatas, tudo isso me motivou bastante, a ponto de pensar na possibilidade de trabalhar nessa área no futuro.”
A expedição ao Ártico
O projeto “Quebra-gelo do Conhecimento” proporciona aos estudantes um contato prático com a ciência em condições reais do Ártico. Durante a viagem, os participantes assistem a palestras e masterclasses, realizam experimentos científicos e conhecem o funcionamento de um quebra-gelo.
A participação brasileira na iniciativa faz parte de uma agenda educacional mais ampla sobre tecnologias nucleares. Em 2025, o primeiro representante do país na expedição foi o estudante carioca Octávio Gomes. Após seu retorno, o interesse pelo tema em sua escola levou a uma visita às usinas nucleares Angra 1 e Angra 2.
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Realizado pela sétima vez com apoio da Rosatom, o projeto busca popularizar as ciências, apoiar jovens talentosos e desenvolver suas habilidades. A iniciativa também destaca que o setor nuclear abrange áreas como engenharia, logística, medicina, ecologia e pesquisas no Ártico.
A Rússia é o único país com uma frota de quebra-gelos nucleares. A Rosatom opera a infraestrutura da Rota Marítima do Norte, o caminho mais curto entre a parte ocidental da Eurásia e a região da Ásia-Pacífico.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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