A Casa da Mulher Brasileira (CMB) oferece atendimento integral e humanizado a mulheres em situação de violência. O espaço reúne diversos serviços especializados para facilitar o acesso à proteção, à Justiça e a outros direitos.
Com uma abordagem centrada nas necessidades das vítimas, o atendimento prioriza a escuta qualificada, a segurança e o respeito às suas decisões, buscando evitar a revitimização. A estrutura também apoia o fortalecimento da autonomia para a construção de um projeto de vida livre de violência.
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Como funciona o atendimento
A Casa da Mulher Brasileira integra diferentes serviços da rede de atendimento em um único local, o que reduz a necessidade de deslocamento entre várias instituições. Após o acolhimento inicial, são identificadas as necessidades de cada mulher e realizados os encaminhamentos para os serviços disponíveis na própria Casa ou em outros equipamentos da rede.
A composição e os horários de funcionamento dos serviços podem variar em cada unidade. Conheça as principais áreas de atuação:
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Acolhimento e triagem: porta de entrada da Casa, onde a mulher recebe orientações e é direcionada aos serviços mais adequados.
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Apoio psicossocial: uma equipe multidisciplinar oferece atendimento para auxiliar a mulher a lidar com os impactos da violência e a fortalecer sua autonomia.
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Delegacia Especializada: atua no atendimento e na investigação de crimes relacionados à violência contra as mulheres.
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Juizados e varas especializadas: cuidam dos processos judiciais relacionados aos casos abrangidos pela Lei Maria da Penha.
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Ministério Público: acompanha os processos e a aplicação das medidas de proteção previstas em lei.
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Defensoria Pública: oferece orientação sobre direitos, assistência jurídica e acompanhamento de demandas judiciais.
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Central de transportes: possibilita o deslocamento das mulheres para outros serviços da rede, como unidades de saúde e abrigos.
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Promoção da autonomia econômica: oferece ações como educação financeira, qualificação profissional e apoio à inserção no mercado de trabalho.
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Alojamento de passagem: abrigo temporário de curta duração, geralmente por até 24 horas, para mulheres sob risco iminente de morte, com ou sem filhos.
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Serviços de saúde: encaminhamento para a rede de saúde. Em casos de violência sexual, o atendimento pode incluir contracepção de emergência e prevenção de ISTs.
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Brinquedoteca: acolhe crianças de 0 a 12 anos enquanto as mulheres são atendidas.
Algumas unidades podem contar com a Patrulha ou Ronda Maria da Penha, integrando ainda mais os serviços de proteção e segurança.
Onde encontrar uma Casa da Mulher Brasileira
As unidades funcionam 24 horas por dia, todos os dias. Atualmente, o Brasil tem 13 Casas em funcionamento. Confira os endereços:
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Ceilândia (DF): CNM 1, Bloco I, Lote 3.
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Campo Grande (MS): Rua Brasília, Lote A, Quadra 2, s/n – Jardim Imá.
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Salvador (BA): Avenida Tancredo Neves – Caminho das Árvores, ao lado do Hospital Sarah.
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Fortaleza (CE): Rua Tabuleiro do Norte com Rua Teles de Sousa, s/n – Couto Fernandes.
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São Luís (MA): Avenida Professor Carlos Cunha, 572 – Jaracaty.
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Teresina (PI): Avenida Roraima, 2563 – Aeroporto.
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Aracaju (SE): Centro Administrativo, Avenida D, 200 – Capucho.
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Macapá (AP): Rua Floriano Waldeck, 1278 – São Lázaro.
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Ananindeua (PA): Avenida Cláudio Sanders, 28 – Centro.
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Boa Vista (RR): Rua Uraricoera, s/n – São Vicente.
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Palmas (TO): Quadra ACSE-90 (902 Sul), Avenida NS-02 – Plano Diretor Sul.
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São Paulo (SP): Rua Vieira Ravasco, 26 – Cambuci.
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Curitiba (PR): Avenida Paraná, 870 – Cabral.
Central de Atendimento à Mulher
O Ligue 180 oferece orientação sobre direitos, serviços da rede e encaminha denúncias de violência aos órgãos competentes. O serviço é gratuito e funciona 24 horas. Pode ser acionado pela vítima ou por qualquer pessoa pelos seguintes canais:
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Telefone: 180
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WhatsApp: (61) 9610-0180
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E-mail: ligue180@mulheres.gov.br
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Videochamada em Libras: disponível no site oficial.
Em situações de emergência, o contato deve ser feito com a Polícia Militar pelo telefone 190.
A divulgação do serviço integra as ações do Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra as mulheres, e marca os 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). A legislação, sancionada em 7 de agosto de 2006, estabeleceu mecanismos para enfrentar a violência doméstica e familiar, impulsionando a criação de uma rede de atendimento articulada.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
