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Educadora de SP é afastada após recomendar livros de Hitler e Mussolini

Em reunião virtual com diretores, Roselaine Batalha Silva disse serem leituras "estimulantes; Secretaria de Educação abriu apuração sobre o caso

A educadora Roselaine Batalha Silva deixou a função de dirigente da Unidade Regional de Ensino de Mogi das Cruzes nesta terça-feira (25/8) após recomendar a diretores de escolas a leitura das biografias de Adolf Hitler e Benito Mussolini durante uma reunião virtual. 

A reunião foi realizada no dia 12 de agosto. Na gravação Roselaine discutiu o conceito de liderança e citou livros e líderes de regimes autoritários do século 20 como exemplo de leituras “estimulantes”.

”No geral, é estimulante ler a biografia mesmo dos maus. Salazar na Espanha, Mussolini na Itália, Hitler. Mein Kampf, 'Minha Vida' do Hitler, é tão estimulante que se eu tirar o nome, ele convence países, jovens e nós até hoje", afirmou a dirigente aos gestores.

Reprodução/Redes sociais - Dirigente de ensino de SP recomenda biografia de Hitler para diretores de escola

Durante a reunião, a dirigente também afirmou que Hitler era um “líder excepcional”, apesar de reconhecer o caminho seguido pelo ditador alemão. "Mas a gente sabe qual era o caminho de Hitler, mas ele era um líder excepcional e isso ninguém pode negar. Mas não foi dada uma coroa para ele, mas a quem foi dada a responsabilidade de fazer sobressair o melhor que há nos outros", declarou na reunião.

Em nota enviada ao Correio, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que determinou a cessação da função de dirigente exercida pela servidora. Segundo a entidade, também foi instaurada apuração para verificar os fatos e as circunstâncias relacionadas às declarações mencionadas.

A Seduc-SP reforçou que não compactua com manifestações que contrariem os princípios e valores que orientam a educação pública do Estado de São Paulo e que a declaração não representa o posicionamento da pasta.

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