Dark Horse

Quem é Karina Gama, produtora de Dark Horse, alvo de operação da PF

Karina Ferreira da Gama é dona da produtora Go Up e do Instituto Conhecer Brasil (ICB); a operação investiga repasses de emendas parlamentares para produção do filme

Karina Gama e o deputado Mario Frias  -  (crédito: Reprodução/ Instagram )
Karina Gama e o deputado Mario Frias - (crédito: Reprodução/ Instagram )

Alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal, no âmbito da Operação Make Up, na manhã desta quinta-feira (10/9), a empresária Karina Ferreira da Gama é a dona da produtora Go Up, responsável pelo filme Dark Horse, uma biografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

A investigação apura um esquema de desvio de R$2 milhões em dinheiro público pelo deputado Mário Frias (PL), que também foi alvo da ação, para financiar a produção do filme. 

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Antes do envolvimento no filme, Karina Gama era promotora de literatura cristã e participou da campanha de Mário Frias , que também é produtor executivo do filme. Em dois anos, a ONG fundada por Karina, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), passou de uma pequena entidade de eventos cristã com ajuda de emendas de vereadores evangélicos para dona de um contrato milionário com a prefeitura de São Paulo.

Atualmente com 46 anos, Karina é natural de Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, construiu sua trajetória majoritariamente por meio do ICB, organização que, nos últimos anos, passou a obter contratos de convênios públicos de valores elevados. 

A aproximação de Karina e Mário Frias começou em 2020, período em que o então ator ocupava a Secretaria Especial da Cultura no governo Bolsonaro. Dois anos depois, ela trabalhou na campanha eleitoral de Frias prestando serviços de assessoria de imprensa por meio da empresa GO7 Assessoria. 

A proximidade também alcançou os recursos públicos, e a investigação analisa um repasse de R$2 milhões em emendas parlamentares por parte de Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil. 

Parte dos recursos foi destinada a um projeto de capacitação de adultos e adolescentes em “letramento digital”, voltado ao apoio do ensino digital. Outra parcela financiou os projetos de artes marciais “lutando pela Vida”. 

Além das emendas, o Instituto Conhecer Brasil obteve contratos públicos de valores significativamente maiores. Em 2024, a organização firmou contrato de R$108 milhões com a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo para instalar 5 mil pontos de Wi-Fi em áreas públicas da capital, apesar de a empresa, até então, não ter qualquer experiência com instalação de tecnologia. 

O contrato colocou Karina na mira de outra investigação, mediante suspeitas de irregularidades na contratação da entidade. A Prefeitura de São Paulo negou irregularidades. 

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postado em 10/09/2026 08:57 / atualizado em 10/09/2026 08:57
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