Eleições 2026

PF reforça atuação contra crimes eleitorais nas eleições de 2026

A instituição instaurou 1.224 novos inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais ao longo do ano e apreendeu bens avaliados em R$ 33 milhões

No domingo (4/10), dia do primeiro turno das eleições de 2026, a Polícia Federal atuará em todo o país na prevenção e repressão a crimes eleitorais e na apuração de ocorrências de competência da Justiça Eleitoral. A operação envolverá diferentes áreas da instituição, incluindo polícia judiciária, inteligência, combate a crimes cibernéticos e perícia criminal.

Até esta quinta-feira (1º), a instituição havia instaurado 1.224 novos inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais ao longo de 2026. Entre as investigações, estão casos de violência política contra a mulher. Na mesma data, havia 94 investigações em andamento relacionadas a esse tipo de crime, das quais 77 foram instauradas em 2026.

Entre os bens apreendidos em ações relacionadas a crimes eleitorais, os valores alcançaram mais de R$ 33 milhões, dos quais cerca de R$ 21 milhões correspondem a dinheiro em espécie.

Segundo a PF, os números são dinâmicos e podem sofrer alterações em razão de novas ocorrências, investigações e atualizações dos sistemas da instituição. 

Outra atuação da corporação é a segurança dos candidatos à Presidência da República. A operação é coordenada nacionalmente pela PF e contempla o acompanhamento das agendas dos candidatos que solicitaram proteção da instituição.

De acordo com a Polícia Federal, a segurança é planejada individualmente, com base em análise técnica de risco e nas características de cada agenda.

“As avaliações consideram, entre outros fatores, eventuais ameaças, vulnerabilidades, características dos locais, deslocamentos e o contexto de segurança de cada região”, destacaram.

A operação segue critérios técnicos e busca assegurar tratamento isonômico às candidaturas, preservadas as particularidades de cada agenda. Informações relacionadas a itinerários, avaliações de risco, composição das equipes e outros aspectos operacionais são tratadas de forma restrita por razões de segurança.

Além disso, a estrutura conta com uma Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, destinada ao acompanhamento das equipes e das agendas e ao suporte à atuação dos policiais em campo.

*Estagiário sob supervisão de Rafaela Gonçalves 

 

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