CB.Debate

"Desigualdades que atingem as mulheres são estruturais", diz Eulália Barbosa

Eutália Barbosa destacou a importância de um diálogo entre todas as esferas da federação para colocar em prática as políticas públicas em favor das mulheres

"As desigualdades que atingem as mulheres não são episódicas", destacou Eutália Barbosa - (crédito: ED ALVES/CB/D.A Press)

A secretária executiva do Ministério das Mulheres, Eutália Barbosa, destacou, durante o CB.Debate desta terça-feira (27/1), a importância do diálogo entre todas as esferas da federação para combater as desigualdades que atingem as mulheres.

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“Essas desigualdades são estruturais”, frisou Eutália. “As desigualdades que atingem as mulheres não são episódicas nem individuais. São estruturais e vão exigir respostas à altura dessas complexidades”, destacou.

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A secretária enfatizou ainda a importância da garantia do acesso a direitos. “Nenhuma política pública se sustenta sem garantir acesso concretos a direitos universais. Todas as esferas federativas precisam atuar conjuntamente”, disse. “As políticas para as mulheres não podem ser acessórias, descoladas de um planejamento estrutural e conjuntural”, acrescentou.

Eutália informou que o diálogo com os setores da sociedade por parte do Ministério das Mulheres é constante. “Estamos cada vez mais crescendo nosso orçamento, dialogando com todos os setores e implementando políticas que vão desde a estruturação de uma rede de serviços até a estruturação de canais de denúncias e de orientação”, afirmou.

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“Estamos construindo um protocolo de prevenção a violência contra a mulher em espaços educacionais e regulamentando a lei Maria da Penha vai à escola”, adiantou.

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O cenário da violência de gênero no Distrito Federal exige atenção urgente: em 2025, a capital registrou 11,3 mil casos de violência doméstica, uma média alarmante de 30 ocorrências por dia. O aumento de 9,4% em relação ao ano anterior, somado aos recentes casos que vitimaram uma adolescente e uma mulher idosa, reforça a necessidade de políticas públicas mais robustas e de uma rede de apoio que funcione preventivamente.

Para enfrentar essa realidade, o evento organizado pelo Correio Braziliense reúne grandes nomes como as ministras Marina Silva e Luciana Santos, além de magistradas e especialistas. O primeiro painel focará na responsabilidade institucional do Estado, enquanto o segundo debaterá a mobilização social e a mudança cultural necessária para erradicar a violência contra a mulher.

Onde pedir ajuda:
» Ligue 190: Polícia Militar (PMDF)

» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF)

» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.

Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):

» Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)

» Deam 2: St. M QNM 2, Ceilândia (atende Ceilândia)

» Ouvidoria das Mulheres (Conselho Nacional do Ministério Público): para encaminhamento de denúncias diretamente ao Ministério Público.
WhatsApp: (61) 9366-9229
Telefones: (61) 3315-9467 / 3315-9468

» Ouvidoria Nacional da Mulher (Conselho Nacional de Justiça): para questões e denúncias sobre o andamento de processos judiciais.
Telefone: (61) 2326-4615

Assista ao vivo o CB.Debate:

 

 

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postado em 27/01/2026 12:03 / atualizado em 27/01/2026 12:13
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