A comunidade do Riacho Fundo II recebeu, na manhã desta quarta-feira (14/1), o primeiro papa-entulho da região. O espaço foi projetado para receber resíduos da construção civil, móveis velhos, restos de poda, materiais recicláveis e óleo de cozinha usado.
A governadora em exercício, Celina Leão, destacou que o descarte irregular de lixo gera alto custo aos cofres públicos. “Nós gastamos mais de R$ 5 milhões por ano limpando lixo irregular. Com esse recurso, eu poderia construir quase uma UPA por ano”, afirmou. De acordo com Celina, a iniciativa responde a uma das maiores demandas da população registradas pela Ouvidoria do DF.
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Durante a solenidade, a governadora ressaltou que o papa-entulho integra uma política contínua de transformação urbana e social. “Isso passa por uma mudança de cultura. A gente não pode ter uma sociedade onde as pessoas jogam lixo na rua e acham que essa responsabilidade é só do Estado”, disse. Celina Leão destacou ainda que áreas antes usadas para descarte irregular vêm sendo recuperadas por meio do programa Cara Nova. “Quando a população ocupa o espaço, o lixo deixa de ocupar”, completou.
Com área total de 1.000 m², o papa-entulho do Riacho Fundo II recebeu investimento de R$ 465 mil, com recursos do Banco do Brasil. O diretor-presidente do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Luiz Felipe Cardoso, destacou que o DF conta atualmente com 24 unidades em operação e a meta é chegar ao fim de 2026 com 43 papa-entulhos. “Esse equipamento faz parte de um complexo que já soma 24 unidades espalhadas pela cidade. Nossa meta é encerrar 2026 com 43, sendo que 18 já estão contratados”, afirmou.
Luiz Felipe ressaltou que, apenas no último ano, as unidades recolheram mais de 55 mil toneladas de descarte irregular. “Esse é um problema crônico, e o papa-entulho é o equipamento que pode minimizar esse impacto nos próximos anos”, disse.
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