Familiares e amigos se reuniram, na noite desta sexta-feira (30/1), em frente ao Hospital Brasília, em Águas Claras, para um momento de oração pela vida do adolescente espancado na saída de uma festa na madrugada da última sexta-feira (23/1).
O ato de fé reuniu mais de 200 pessoas, que formaram uma grande roda em frente ao hospital. Com canções religiosas, orações coletivas e celulares com as luzes acesas, o clima foi de comoção, união e expectativa por um desfecho positivo.
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A mobilização foi organizada por Louise Mendes, de 18 anos, que não conhece o adolescente nem a família, mas se sentiu tocada pela história. “Essa história me comoveu muito. Deus tocou no meu coração, e aí eu chamei meu amigo da igreja e falei: ‘vamos fazer’. Só que eu não esperava tamanha repercussão. Não esperava tanta gente. Eu precisava fazer isso”, afirmou.
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Amigo do adolescente, Gustavo Andrade, 16, participou do momento ao lado do pai, Ricardo Oliveira. Emocionado, o jovem destacou a força da corrente de oração. “Estou muito feliz com esse tanto de gente tendo esse momento de fé por ele. Estou com muita fé que ele vai ficar bem. Acredito na cura do meu amigo. Vamos canalizar toda essa raiva que está do agressor”, disse.
Para o pai de Gustavo, o encontro foi uma forma de proteger emocionalmente a família e focar na recuperação do adolescente. “A gente está se blindando do que está acontecendo fora. Deixando que a Justiça cuide do que vai acontecer com o agressor e vivendo esse momento lindo, canalizando toda a energia para a cabeça dele”, declarou Ricardo.
Uma pastora, que preferiu não se identificar, também esteve presente e contou que os amigos do adolescente têm mantido uma rotina intensa de fé. Segundo ela, o grupo já está no sétimo dia de jejum, dedicado exclusivamente à recuperação do jovem. “Eles acreditam que a oração tem poder, e estão firmes nesse propósito”, relatou.
Prisão do agressor
Pedro Arthur Turra foi preso na tarde desta sexta-feira (30/1), após pedido de prisão preventiva da Polícia e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Turra agrediu o adolescente na saída de uma festa após um desentendimento por causa de um chiclete.
Por conta das agressões, a vítima teve um traumatismo craniano severo, uma hemorragia inter craniana, e uma parada cardiorrespiratória que durou 12 minutos. O tio do adolescente, Flávio Henrique Fleury, afirmou que será possível analisar o quadro de saúde do sobrinho após a retirada dos sedativos.
