
A despedida de Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, que ocorreu neste domingo (8/2), foi marcada por declarações que podem mudar a compreensão sobre a motivação de sua morte. Após a cerimônia na Asa Sul, reservada a familiares e amigos, o advogado da família, Albert Halex, afirmou que a versão de um desentendimento banal motivado por um chiclete foi uma invenção destinada a suavizar a gravidade do crime.
Segundo Halex, as provas colhidas apontam para uma emboscada premeditada, motivada por ciúmes e perseguição de um colega de escola de Rodrigo, menor de idade, que teria recrutado o ex-piloto Pedro Turra para realizar o ataque.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
"Foi um homicídio premeditado por um grupo que realizou uma emboscada. Então, todos aqueles que estavam dentro do veículo deverão responder pelo homicídio", destacou o advogado.
Halex detalhou que cinco pessoas estavam envolvidas na ação, incluindo adultos e menores de idade que aguardavam dentro de um veículo enquanto a agressão ocorria. Para a assistência de acusação, a dinâmica do evento — com o grupo dando voltas no quarteirão à espera de um momento de vulnerabilidade da vítima — descaracteriza qualquer possibilidade de acidente, configurando um homicídio qualificado pela emboscada e pela impossibilidade de defesa da vítima.
- Leia também: Centro de esporte se despede de Rodrigo Castanheira
O caso teve início na madrugada de 23 de janeiro, em Vicente Pires, quando Rodrigo foi espancado na saída de uma festa. O agressor, Pedro Turra, de 19 anos, desferiu golpes que resultaram em um traumatismo craniano severo, conforme diagnóstico realizado no Hospital Brasília. Após 16 dias de internação em estado gravíssimo, sob intensa mobilização da comunidade em correntes de fé e doação de sangue, o adolescente teve a morte cerebral confirmada na manhã de sábado (7).
Inicialmente, Turra foi preso em flagrante, mas acabou liberado após o pagamento de fiança. No entanto, com o agravamento do estado de saúde de Rodrigo e indícios de intimidação de testemunhas, o Ministério Público do DF (MPDFT) solicitou à Justiça a prisão preventiva do acusado, que atualmente cumpre a medida em cela individual no Complexo Penitenciário da Papuda.

Cidades DF
Cidades DF
Cidades DF