
A endocrinologista Amanda Valadares Braga, do Hospital Brasília, explicou no programa CB.Saúde — parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília — desta quinta-feira (12/2), os principais riscos envolvendo consumo de álcool e jejum prolongado no carnaval, especialmente no contexto de uso das chamadas “canetas emagrecedoras”.
“É possível se divertir, mas sem se esquecer do autocuidado. As canetas reduzem o apetite e, por isso, as pessoas já passam a comer em menor quantidade. O ideal é fracionar as refeições, já que a ingestão será menor, mas com intervalos mais curtos do que o habitual. Refeições ricas em proteína são importantes”, observa.
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“Alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas podem intensificar efeitos colaterais da medicação, como náuseas, vômitos e desidratação. Por isso, é fundamental manter a hidratação e evitar jejuns prolongados. O ideal é ingerir algo a cada três ou quatro horas”, completa.
Segundo a médica, a questão está mais relacionada ao mecanismo de ação da medicação no cérebro. “A bebida alcoólica gera uma sensação de recompensa. Como essas medicações atuam em áreas cerebrais relacionadas ao prazer e ao apetite, muitas pessoas passam a ter menos vontade de beber. Elas relatam não sentir o mesmo prazer”, ressalta.
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No entanto, caso a pessoa decida consumir álcool, o cuidado deve ser redobrado. “Pode haver maior intensidade nos efeitos da ressaca e nos efeitos colaterais. Não é uma contraindicação absoluta, mas é essencial manter a moderação”, alerta.
A hidratação é um dos pontos centrais para quem utiliza as canetas. “Como há redução do apetite e sensação de plenitude, a ingestão de líquidos também pode diminuir. Isso piora quadros de constipação, refluxo, náuseas e vômitos. Muitos pacientes relatam inchaço, mas, na verdade, estão bebendo pouca água. Quanto maior a hidratação, melhor.”
Durante o carnaval, é comum que as pessoas passem longos períodos na rua sem se alimentar adequadamente. Para quem utiliza a medicação, isso pode ser ainda mais prejudicial. “Sem alimento no estômago, a absorção do álcool é mais rápida. A pessoa pode evoluir para hipoglicemia, ter mais náuseas e vômitos e acabar perdendo a graça da curtição."
Ela orienta alternativas práticas: “Levar uma barrinha de proteína ou um lanche leve ajuda a evitar o jejum prolongado. O álcool dá sensação de plenitude gástrica, mas não substitui o alimento”, orienta.

Cidades DF
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