
O advogado Cícero Gonçalves Matos, responsável pela defesa do companheiro da jovem de 23 anos, encontrada morta na Quadra 105, conjunto 3, no Recanto das Emas, reafirma que o caso não deve ser tratado como feminicídio, mas, sim, como uma fatalidade.
De acordo com ele, o cliente, de 33 anos, relatou que encontrou a esposa desmaiada pela manhã. Ao notar a situação e a presença de medicamentos espalhados pelo local, o homem teria acionado imediatamente o Corpo de Bombeiros e aguardado a chegada do socorro e das autoridades policiais.
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"Meu cliente não foi preso, não é acusado e nem suspeito até o momento. Ele está colaborando com a polícia", afirmou Gonçalves.
Questionado sobre as alegações da família da vítima a respeito de agressões anteriores, a defesa negou que o cliente tivesse um perfil violento. Segundo o advogado, o que existia era um histórico de depressão por parte da jovem.
Sobre as manchas de sangue relatadas por familiares no local, o advogado esclareceu que o material biológico pertence ao próprio cliente, que estava com um ferimento prévio na mão. "O sangue é de um ferimento dele mesmo. Ele está com um corte na mão que eu acredito que já estava lá, não tem relação com o fato. Não existiu nenhuma agressão por parte dele", reiterou a defesa.
Investigação
O delegado de plantão, Victor Oliveira, afirmou que o corpo de Ana Caroline Alves Louzeiro Lopes, 23 anos, foi encaminhado, com prioridade, para exame no Instituto Médico Legal e que, até o momento, não foram constatados sinais de agressão. “A perícia médico-legista não encontrou nenhum vestígio de sinal de violência no corpo dela. Não tem nenhum vestígio de violência, seja física, seja interna ou externa”, declarou.
Em entrevista ao Correio, o delegado responsável pelo caso detalhou o que foi apurado até o momento, explicou os procedimentos adotados e afirmou que, embora a ocorrência tenha sido inicialmente tratada como feminicídio, não há, até agora, elementos conclusivos que indiquem homicídio.
Segundo Oliveira, o casal teria discutido na noite anterior à morte. Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram a jovem caída no chão e vestígios de sangue pela casa. O cenário levou a polícia a adotar imediatamente o protocolo de feminicídio. “O fato de ela ter sido encontrada morta na casa dele fez com que a gente, de início, seguisse o protocolo de feminicídio. A gente tomou todas as providências, apesar de não ter certeza, como se fosse um feminicídio”, disse.
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