carnaval 2026

Tecnologia foi aliada da segurança durante folia no DF, garante Sandro Avelar

Além das câmeras de reconhecimento facial e do uso de drones, revistas nas entradas e saídas dos eventos inibiram a ação de criminosos. Ocorrências, segundo a Polícia Civil, caíram 20% em relação ao ano passado

Forças de segurança do DF se reuniram para apresentar um balanço das ações no carnaval deste ano -  (crédito: Ed Alves/CB/DA Press)
Forças de segurança do DF se reuniram para apresentar um balanço das ações no carnaval deste ano - (crédito: Ed Alves/CB/DA Press)

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (18/2), a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) fez um balanço das ações integradas das forças de segurança durante o carnaval de 2026. Segundo o secretário da pasta, Sandro Avelar, o uso da tecnologia foi fundamental para coibir a atuação de criminosos, com destaque para o uso de drones e câmeras de reconhecimento facial. Outro destaque mencionado foi o trabalho intensivo nas linhas de revistas dos blocos, tanto na entrada quanto na saída. 

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"Conseguimos realizar prisões com base nas imagens das nossas câmeras de reconhecimento facial. Tivemos condições de nos preparar para abordar cidadãos com mandados após serem identificados na entrada do metrô, por exemplo. O uso de tecnologia tem sido cada vez melhor aplicado aqui no DF", afirmou o secretário de Segurança. Em complemento, a comandante-geral da Polícia Militar do DF (PMDF), Ana Paula Barros Habka, destacou que a corporação conseguiu capturar dois foragidos da Justiça por meio das câmeras de reconhecimento.

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"Os drones contribuíram muito para que o próprio comandante tivesse condições de conduzir o policiamento naquele terreno. Ele via, em tempo real, o que estava acontecendo, incluindo os locais com maior número de pessoas e onde era necessário fazer o deslocamento de policiais", exemplificou. As ocorrências com relação à segurança pública no carnaval tiveram uma redução de 20% neste ano, em comparação a 2025, segundo José Werick de Carvalho, delegado-geral da Polícia Civil do DF (PCDF). Números detalhados ainda não foram divulgados. 

A comandante-geral da PMDF chamou atenção para a importância das revistas nas entradas e saídas dos eventos. "Apreendemos, somente na área central, 459 armas brancas, incluindo facas e um facão, além de uma arma de fogo, diversas tesouras e até um garfo. Vários foliões tentavam entrar nos blocos com recipientes de vidro também. Às vezes, as pessoas nem vão mal intencionadas, mas esses objetos podem ser transformados em arma, então, por onde passavam, todos eram revistados", detalhou Ana Paula. Mais de 1,5 milhão de pessoas foram revistadas pela corporação neste carnaval.

A novidade deste ano foi a aplicação de revistas nas saídas dos eventos, na qual todos os foliões precisaram apresentar o aparelho celular desbloqueado para atestar sua propriedade. "A PMDF e o Detran (Departamento de Trânsito) foram vistos ostensivamente nas ruas. Isso traz sensação se segurança e inibe a atuação de criminosos", completou Avelar, ressaltando a importância da integração das corporações, incluindo ainda o Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF). 

Ainda que as ocorrências de furto de celulares tenham reduzido em comparação aos anos anteriores, esse é o delito mais recorrente. Aos foliões que perderam seus aparelhos, a orientação é fazer o boletim de ocorrência. Por meio do rastreamento, os proprietários dos celulares serão identificados e avisados sobre o processo de devolução, que normalmente ocorre a cada 40 dias no auditório do Complexo da PCDF. 

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postado em 18/02/2026 12:32
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