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Presidente da Geap defende metas de equidade no setor privado

Douglas Figueiredo afirmou que empresa igualou cargos de gestão e ampliou estabilidade para mães

Douglas Figueredo no CB.Debate
Douglas Figueredo no CB.Debate "O Brasil pelas mulheres: proteção a todo tempo" - (crédito: Ed Alves/C.B./D.A Press)

O diretor-presidente da Geap Saúde, Douglas Figueiredo, durante o CB Debate - O Brasil pelas mulheres: proteção a todo tempo, evento promovido pelo Correio, afirmou que o setor privado precisa ampliar políticas de equidade de gênero e adotar metas formais para corrigir desigualdades.

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“Estamos em vias de comemorar, em 8 de março, o Dia da Mulher, que é uma data de reflexão nacional e mundial. É muito importante para que a gente olhe para o passado e busque corrigir esse registro histórico, que ainda é pesado para o país e para o mundo”, declarou.

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Segundo ele, ao assumir a gestão da operadora, uma das prioridades foi alterar a distribuição de cargos de liderança. “A Geap era uma empresa que, quando entramos, tinha 28% de mulheres gestoras, no entanto, contava com 67% de mulheres na área operacional”, afirmou.

Ele disse que a diferença foi tratada como meta institucional. “Primeiro, é necessário escrever isso como meta, como indicador, de igualar os cargos de gestão. Nós escrevemos isso e aprovamos no Conselho de Administração da empresa a igualdade dos cargos de gestão, e hoje nós temos 50%”, declarou.

De acordo com o dirigente, o processo levou dois anos. “Não é fácil de fazer se você não colocar como meta, porque não dá para simplesmente trocar um homem gestor por uma mulher gestora, pois há também as exigências técnicas. O processo seletivo precisa estar reorganizado com a premissa da equidade e da igualdade”, disse.

Figueiredo também defendeu que o poder público observe o setor privado ao elaborar normas. “Observem o setor privado e escrevam leis que exijam este olhar de equidade, algo que no Brasil ainda não há”, afirmou.

O executivo citou dados e criticou a realidade sobre o retorno ao trabalho após a licença-maternidade. “50% das mulheres no Brasil são demitidas ao retornar ao trabalho após a maternidade”, afirmou.

Ao final, o dirigente voltou a defender maior participação do setor privado no debate. “O setor privado tem muito a fazer e a reparar com as mulheres. O Brasil e o mundo também têm muito a reparar com as mulheres”, concluiu.

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Somente no último ano, o Brasil registrou 1.470 feminicídios. Para enfrentar essa realidade, o evento organizado pelo Correio Braziliense reúne grandes nomes como a presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, e a presidente da União Brasileira de Mulheres (UBM-DF), Maria das Neves Filha. No encontro, também estarão presentes acadêmicos e juristas. O debate será dividido em dois painéis: o primeiro irá tratar da proteção à mulher durante a infância, enquanto o segundo irá abordar a proteção da mulher em diferentes instâncias e órgãos dos governos.

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postado em 26/02/2026 00:00 / atualizado em 26/02/2026 12:33
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