CB.Poder

Revista na saída de blocos é trunfo da polícia contra roubo de celulares

Secretário executivo de Segurança Pública do DF comentou, no CB.Poder desta segunda-feira (16/2), a implementação da revista na saída de blocos de rua em Brasília, para combater crimes de oportunidade como o furto de celulares

Para ajudar a combater o furto de celulares no carnaval, o secretário executivo de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, pediu a colaboração dos foliões durante as revistas da Polícia Militar. Em participação no programa CB.Poder — parceria entre o Correio e a TV Brasília — desta segunda-feira (16/2), o secretário destacou a importância da fiscalização tanto na entrada quanto na saída dos blocos. Segundo Patury, as linhas de revista, adotadas desde 2023, têm eficácia comprovada pelo recolhimento de centenas de objetos cortantes. A novidade deste ano, ainda em fase experimental, é a revista após os eventos, com o objetivo central de coibir o roubo de aparelhos celulares.

“Precisamos do apoio da população para mostrar o celular já desbloqueado. Não queremos nenhuma informação do aparelho, apenas que mostram que o aparelho é daquela pessoa”, disse aos jornalistas Carlos Alexandre de Souza e Ronayre Nunes.

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Alexandre destaca o desafio para a segurança pública na dispersão de blocos como o Montadas, que ocorreu ontem e contou com mais de 50 mil pessoas — 100 mil segundo a organização. “Empregamos quase 100 viaturas com rotolight ligado, inspeção visual, drones e câmeras, inclusive alguns deles com reconhecimento facial, para fazer uma ação controlada. É exatamente nesse momento que as pessoas precisam ficar ainda mais atentas na revista”, explicou o especialista.

Ação contra o assédio

Implementada pela Polícia Militar do DF, a Sala Lilás é uma nova iniciativa para o combate à violência sexual no período do carnaval. O secretário de Segurança explica que a iniciativa não é exatamente uma sala física e opera de forma itinerante em uma van, oferecendo atendimento médico e psicológico para mulheres vítimas de violência.

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De acordo com o entrevistado, em caso de agressão ou constrangimento, basta a pessoa falar com um policial ou bombeiro que deverão acionar a Sala Lilás com o rádio. “Todos os agentes públicos estão orientados para acolher a mulher imediatamente, cessar com o assédio e deter o autor, que será levado até a delegacia”, destaca Alexandre.

Assista à integra da entrevista:

 

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