CB Debate

Doutora Jane cobra maior integração para combater a violência doméstica

A deputada distrital reforçou sua posição cobrando mais união entre órgãos e poderes na luta contra a violência de gênero

Durante sua participação na abertura do CB.Debate O Brasil pelas mulheres: proteção a todo tempo, promovido pelo Correio nesta quinta-feira (26/2), a deputada distrital Doutora Jane destacou que é necessário a união de forças para combater a violência contra a mulher.

Durante 10 minutos, a parlamentar comentou sobre suas impressões no enfrentamento desse tipo de violência. “O Estado, como um todo, falha quando não acolhe a mulher, quando ela vai denunciar uma agressão ou abuso. O recurso mais perto para a maioria das mulheres ainda é a delegacia, e quando ela chega lá, sofre violência institucional”, afirmou.

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Para a deputada, é necessário repensar a forma de como os policiais abordam os casos de violência contra a mulher. “Eu estou me referindo a um tratamento de choque. Não é coerente que um policial seja punido sendo colocado para trabalhar em ocorrência de violência doméstica”, disse. Ela comentou que é necessário engajamento dos agentes de segurança nesse tema. “O polícia para esse trabalho tem que ser aquela que acredita na Justiça, que acredita no papel institucional e quer resgatar essa mulher”, acrescentou.

Doutora Jane também rebate o famoso ditado “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. Para a deputada, violência contra a mulher é um problema de todos. “Isso não é um problema só do casal, é um problema de todos. É um crime e precisa ser punido”, declarou.

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CB.Debate

Próximo do Dia Internacional das Mulheres, comemorado no dai 8 de março, o Correio promove, nesta quinta-feira (26/2), o CB.Debate "O Brasil pelas mulheres: proteção a todo tempo”. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo canal do YouTube e, ao final de cada painel, o público on-line e presencial poderá fazer perguntas aos painelistas.

A iniciativa ganha relevância diante de um Brasil que, apenas no último ano, registrou 1.470 feminicídios. O encontro é aberto à participação do público, que poderá enviar perguntas presencialmente ou por meio do YouTube do Correio, contribuindo para a construção de caminhos efetivos de acolhimento e proteção às vítimas de violência no DF.

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