
Manuela Sá*
Fazer exames de prevenção é uma das melhores formas de evitar complicações decorrentes do câncer colorretal, destacou Fernando Lyrio, proctologista e cirurgião do aparelho digestivo em entrevista ao CB.Saúde — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — desta quinta-feira (5/3). Às jornalistas Carmen Souza e Sibele Negromonte, o especialista também falou sobre a alta de casos, especialmente entre os jovens.
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De acordo com o médico, o alto índice de pessoas com a doença é alarmante. No Distrito Federal, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) trabalha com uma média de dois casos por dia. No mundo, há quase dois milhões de casos de câncer colorretal e 900 mil mortes registradas. No Brasil, dados do triênio 2023 a 2025 do Inca mostra 45 mil novos casos por ano.
Lyrio também chamou a atenção para a grande quantidade de jovens com a doença. Segundo o médico, uma estatística recente feita pela Sociedade Americana do Câncer mostra um aumento de 10% de incidência de câncer colorretal em pacientes mais jovens. Lyrio atribuiu esse aumento a uma mudança comportamental, com um exagero no consumo de comidas muito industrializadas. "A alimentação e os hábitos saudáveis foram substituídos por um estilo de vida mais fácil, com bastante fast food", observou.
Para evitar problemas, o especialista sugeriu procurar a prevenção a partir dos 45 anos de idade, mesmo estando saudável. “A grande maioria dos casos é silenciosa. Quando a doença começa a dar sinais, ela já está em um estágio avançado. Por isso, é importante fazer a prevenção", afirmou.
Em relação aos sintomas, Lyrio destacou o sangramento retal como principal motivo de alerta. Outros sinais da doença são dor abdominal, alteração do funcionamento intestinal, perda de peso sem motivo e anemia sem explicação. "Ela é uma patologia altamente prevenível e curável se for diagnosticada nos estágios iniciais. Nove em cada dez pacientes com um diagnóstico precoce ficarão curados. Ao passo que, com um diagnóstico tardio, já com metástase, um a cada dois pacientes sobreviverá depois de cinco anos", concluiu.
Assista à íntegra do programa:
*Estagiária sob supervisão de Tharsila Prates
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