CB.DEBATE

A OAB acompanha desde a delegacia até o tribunal, diz Isabelle Duarte

Vice-presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar da OAB destaca que o maior desafio é alcançar mulheres mais vulneráveis

A vice-presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Isabelle Duarte -  (crédito: Marcelo Ferreira )
A vice-presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Isabelle Duarte - (crédito: Marcelo Ferreira )

Acessar mulheres vítimas de violência, principalmente nas regiões mais carentes, é um desafio do sistema de Justiça. Muitas vezes as vítimas não têm total conhecimento dos seus direitos ou vivem em sistemas onde as denúncias são pouco estimuladas. A vice-presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Isabelle Duarte, destacou no CB.Debate com o tema O Brasil pelas Mulheres — formação para uma cultura de proteção, realizado nesta terça-feira (24), no Correio Braziliense, que a entidade tem um sistema completo de acompanhamento.

No entanto, existe dificuldade em acessar mulheres que foram vítimas de violência doméstica e que vivem em situação de vulnerabilidade social. "Nós estamos tentando alcançar as mulheres mais vulneráveis que precisam entender que elas precisam de mais autonomia para se tornarem protagonistas da própria vida", disse.

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Isabelle ressalta a relevância da atuação da advocacia no acolhimento das vítimas e na orientação sobre como procurar as instituições para denunciar o agressor e buscar a responsabilização. "Na advocacia, é o advogado que vai acompanhar a mulher durante toda essa situação. A OAB tem sistemas de acompanhamento de mulheres que não têm condições financeiras para fazer uma contratação de advogado ou advogada particular. Desde o acompanhamento até a delegacia, até o processo judicial, tudo é acompanhado. As mulheres agredidas são acolhidas e ouvidas, o que é o mais importante", completa.

A advogada destaca que para receber atendimento basta entrar em contato com a OAB ou outros sistemas governamentais voltados para o atendimento à mulher. "Basta entrar em contato com a OAB. Tem também os sistemas governamentais, como a Casa da Mulher Brasileira. O Distrito Federal é bem aparelhado neste sentido, de atendimento à mulher vítima de violência".

O Correio Braziliense promove mais uma edição do CB Debate com o tema O Brasil pelas Mulheres — formação para uma cultura de proteção. Realizado durante o Mês da Mulher, o encontro reúne representantes do poder público, especialistas, profissionais da educação e integrantes da sociedade civil para discutir o papel das instituições na construção de ambientes mais seguros e igualitários para as mulheres.

A iniciativa propõe o fortalecimento do enfrentamento à violência de gênero por meio de ações estruturais, apostando no diálogo e na formação como caminhos para mudanças duradouras. O evento integra uma série de debates promovidos ao longo do ano pelo Correio voltados à valorização das mulheres e à discussão de políticas públicas.

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postado em 24/03/2026 12:27
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