MEDICINA

Inovação no DF: HUB realiza hemodiálise inédita na rede pública

Procedimento inédito na rede pública amplia alternativas para pacientes com falência de acessos venosos

A inovação representa um avanço importante no tratamento de pessoas com doença renal crônica em estágio avançado -  (crédito: Mariana Costa/Secom UnB)
A inovação representa um avanço importante no tratamento de pessoas com doença renal crônica em estágio avançado - (crédito: Mariana Costa/Secom UnB)

O Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), junto da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), se tornou o primeiro do DF a oferecer a hemodiálise com acesso arterial na rede pública do Distrito Federal. O procedimento foi realizado pela primeira vez em 24 de fevereiro, em um paciente de 60 anos que já não tinha chances com alternativas convencionais de acesso venoso.

A inovação representa um avanço importante no tratamento de pessoas com doença renal crônica em estágio avançado, especialmente para aqueles que enfrentam complicações após anos de terapia dialítica. O primeiro paciente submetido ao procedimento, Antônio Carlos, tinha um histórico de múltiplas falhas em acessos anteriores, além de inúmeras infecções, que estavam associadas ao uso de cateteres.

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Os rins têm funções essenciais para o organismo, como a filtragem do sangue e a eliminação de toxinas. Quando esses órgãos param de funcionar adequadamente, o paciente precisa recorrer à diálise, que pode ser feita por meio da hemodiálise ou diálise peritoneal. A primeira geralmente é feita em ambiente hospitalar e utiliza uma máquina para filtrar o sangue fora do corpo.

Normalmente a hemodiálise é realizada por meio de cateteres ou de uma fístula arteriovenosa, uma conexão cirúrgica entre uma artéria e uma veia que permite o fluxo sanguíneo necessário para o procedimento. Já em casos mais complexos essas opções podem se esgotar.

Para a equipe médica do HUB, o diferencial da nova técnica está justamente na utilização exclusiva de uma artéria para a criação do acesso, eliminando a necessidade de veias viáveis. "Esse tipo de procedimento é uma alternativa para pacientes que já não tem outras vias disponíveis. É uma abordagem criteriosa, indicada apenas em situações específicas", explica a cirurgiã vascular Larissa Gouveia, integrante da equipe responsável pela cirurgia.

Mesmo com tamanho avanço, os especialistas ressaltam que o procedimento não é indicado para todos os pacientes. Existem critérios rigorosos para a realização da hemodiálise com acesso arterial, sendo reservado para aqueles que já esgotaram as possibilidades de acesso vascular.

*Estagiário sob supervisão de Roberto Fonseca

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postado em 24/03/2026 16:23
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