POLÍTICA

Psol e Rede protocolam novo pedido de impeachment de Ibaneis Rocha na CLDF

Os fatos novos envolvendo negociações do escritório de Ibaneis com a Reag levaram os partidos a protocolarem um novo pedido

Os partidos PSOL e Rede protocolaram, nesta quarta-feira (11/3), um pedido de impeachment do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), na Câmara Legislativa do DF (CLDF).

Um outro pedido de impeachment apresentado neste ano pelo PSOL foi arquivado, mas os parlamentares autores da nova denúncia alegam que, agora, a situação ficou mais séria.

“Existem muitos elementos novos, especialmente com relação à probidade administrativa. Nesse caso revelado agora, estamos falando de um negócio privado ligado ao governador que tem relação direta com esse escândalo e pode ter interferido nas decisões do BRB, uma vez que o GDF é o acionista controlador”, disse o deputado Fábio Felix (PSOL), referindo-se ao contrato do escritório de Ibaneis Rocha no valor de R$ 38 milhões para a venda de honorários de precatórios a um fundo ligado à Reag, gestora investigada pela Polícia Federal (PF) por fazer parte no esquema de desvio de recursos pelo Banco Master.

O pedido dos partidos é centrado em três crimes: crime contra a probidade na Administração; crime contra as leis orçamentárias; crime contra a guarda e o legal emprego de dinheiro público.

Alem disso, o pedido é motivado, ainda, pela revelação de que o escritório do governador firmou contrato com a empresa Reag, usada como laranja pelo Banco Master no esquema de desvio de recursos que causou rombo bilionário ao BRB.

“Esperamos que a Procuradoria da CLDF leve em consideração os fatos novos e a pressão popular sobre o caso. Estamos falando do escritório do governador”, afirmou o deputado Max Maciel (PSOL). “Ele é associado do escritório. Se ele estiver afastado, mas ainda receber a bonificação do escritório, essa negociata também foi pra ele”, completou.

Participaram do protocolo do pedido de impeachment os deputados distritais Fábio Felix e Max Maciel, ambos do PSOL, a presidente do partido Giulia Tadini, e a porta-voz da Rede Sustentabilidade Bruna Paola.

Além deste, pelo menos um pedido de impeachment aguarda análise pela Procuradoria-Geral da CLDF.

Em nota, o escritório do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que representa o governador do DF, afirmou que Ibaneis está afastado do escritório de advocacia desde 2018, ano em que disputou a primeira eleição ao Palácio do Buriti.

“Esclarece-se, ainda, que o Governador Ibaneis nunca participou de quaisquer negociações com o Sr. Marcos Ferreira Costa, tampouco com outros representantes dessa empresa. Todas as informações que detém sobre o grupo foram adquiridas a partir de matérias de jornais, já no presente ano”, acrescenta.

Leia a defesa de Ibaneis na íntegra:

A defesa do Governador Ibaneis Rocha esclarece que ele está afastado do escritório de advocacia desde 2018, de modo que não possui informações sobre negociações realizadas quase seis anos após seu afastamento.

Esclarece-se, ainda, que o Governador Ibaneis nunca participou de quaisquer negociações com o Sr. Marcos Ferreira Costa, tampouco com outros representantes dessa empresa. Todas as informações que detém sobre o grupo foram adquiridas a partir de matérias de jornais, já no presente ano.

Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay

Roberta Castro Queiroz

Marcelo Turbay Freiria

Liliane de Carvalho Gabriel

Álvaro Chaves

Ananda França de Almeida

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