
A Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília lançou, nesta quarta-feira (11/3), a Clínica Elas por Elas, projeto criado em comemoração ao Mês das Mulheres, com foco no acolhimento, orientação e fortalecimento feminino. A iniciativa vai oferecer apoio jurídico, emocional e institucional a mulheres da comunidade acadêmica e da sociedade em geral que se encontrem em situação de vulnerabilidade. O objetivo é garantir e resguardar os direitos em diferentes áreas.
A clínica vai funcionar de forma gratuita e está vinculada ao Núcleo de Prática Jurídica e ao Laboratório Jurídico da faculdade. Além do atendimento à comunidade, o projeto também foi criado para contribuir para a formação prática dos estudantes da instituição, que terão contato direto com demandas reais e poderão participar das atividades supervisionadas.
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Segundo o diretor-geral da Faculdade Mackenzie, Josimar Santos Rosa, a criação da clínica atende a uma demanda que existia dentro da faculdade. "O laboratório jurídico foi estruturado em diversas frentes de atuação. Havia o desejo de desenvolver uma iniciativa específica voltada para o atendimento de mulheres", explicou. Ainda de acordo com o gestor, a proposta reflete a tradição da faculdade e o compromisso com projetos que promovam impacto social e cuidado com o próximo.
A coordenadora da clínica, professora e advogada Juliana Daher D?elfino Tesolin, afirmou que a iniciativa foi idealizada ao longo de mais de dois anos e contou com parcerias estratégicas. "Estamos unidas com outras instituições que vão trabalhar junto com a faculdade, para que a gente atue como uma clínica jurídica de acolhimento às mulheres vítimas de violência física, emocional, patrimonial ou psicológica", disse Juliana.
Ela reforçou a importância da atuação das estudantes. "Nossas alunas vão aprender, na prática, como ajudar o próximo, como ajudar uma mulher. Serão mulheres atendendo mulheres", disse. Sobre o aprendizado dos estudantes, Juliana destacou que os alunos também participarão da produção de cartilhas informativas e de atividades acadêmicas.
A advogada Gabriela Manssur, presidente do Instituto Justiça de Saia e idealizadora do Projeto Justiceiras, afirmou que a eficácia das leis brasileras depende da aplicação prática. "Temos uma das melhores leis do mundo de combate à violência contra mulheres, mas somos o quinto país do mundo que mais mata mulheres. Isso precisa mudar."
A estudante do 9º semestre de Direito, Débora Mendes, 21 anos, está empolgada com a ação. "Eu sou a primeira fã desse projeto e o considero muito importante ainda mais para a nossa geração, que tem tantas mulheres que são vítimas de diversas formas de violência. Trazer isso para a faculdade, para quem está estudando Direito, lendo os livros, mas também está interessado na prática é enriquecedor", acredita Débora.
Outra aluna, Aline Andrade, 21, reforçou o impacto social da iniciativa. "O projeto é essencial para estender a mão às mulheres vulneráveis que passam por violência doméstica. Além disso, é importante que a gente se mobilize para que mais mulheres ocupem cargos de liderança, como diretorias, presidências e posições públicas, garantindo acessibilidade e oportunidades tanto para a carreira quanto para a vida pessoal."
O evento reuniu especialistas do Direito e representantes de instituições que atuam na defesa dos direitos das mulheres, entre elas a defensora pública Rafaela Mitre, coordenadora do Núcleo da Mulher da Defensoria Pública do Distrito Federal; a advogada Maria Augusta Palhares Ribeiro, cofundadora do coletivo Amigas da Corte; a advogada Julia da Baére, cofundadora e presidente da Associação Elas Pedem Vista; e a advogada Nildete Santana, diretora da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Seccional Distrito Federal.
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