No Dia Nacional de Enfrentamento ao vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV), celebrado nesta segunda-feira (23/3), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforçou a importância da informação, da testagem e do diagnóstico precoce como principais estratégias de prevenção e cuidado.
Considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), o HTLV pode permancer assintomático por muitos anos, o que dificulta a identificação precoce dos casos. Ainda assim, a SES ressalta que o acompanhamento desde o início, especialmente no pré-natal, é essencial para evitar complicações e interromper formas de transmissão.
De acordo com a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES-DF, Beatriz Maciel, ampliar o conhecimento da população sobre o HTLV é um passo fundamental. "Por ser um vírus sexualmente transmissível, precisamos garantir que mais pessoas tenham acesso ao diagnóstico e ao cuidado adequado”, afirma.
O HTLV afeta células do sistema imunológico e pertence à mesma família do vírus da imunodeficiência humana (HIV). Existem dois tipos principais: HTLV-1 e HTLV-2. A transmissão ocorre por relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de agulhas e seringas, transfusão de sangue contaminado e de mãe para filho durante a gestação, o parto ou a amamentação.
Sintomas e diagnóstico
Na maioria dos casos, a infecção não apresenta sintomas. Quando surgem, podem incluir alterações nos olhos, na pele, no sangue e no sistema nervoso, além de problemas urológicos e câncer, como a leucemia.
O diagnóstico é realizado por exames laboratoriais disponíveis na rede pública de saúde, com processamento pelo Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF). Embora não exista cura ou vacina para o HTLV, a rede pública oferece acompanhamento contínuo para monitorar e tratar possíveis complicações.
O atendimento começa na Unidade Básica de Saúde (UBS), com encaminhamento para serviços especializados quando necessário.
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Como se prevenir
Entre as principais medidas para reduzir o risco de contágio, a SES destaca o uso de preservativos nas relações sexuais, a não reutilização de agulhas, seringas ou objetos perfurocortantes e a triagem rigorosa em bancos de sangue.
Além disso, desde 2024, o teste para HTLV passou a ser obrigatório no pré-natal, conforme a Lei nº 7.619 do Distrito Federal. Nos casos em que gestantes e puérperas testam positivo, a amamentação é suspensa e a rede pública fornece a fórmula láctea infantil para as crianças expostas.
“É muito importante que as gestantes saibam que o HTLV, assim como o HIV, pode ser transmitido da mãe para o bebê. Por isso, a testagem durante o pré-natal é a principal forma de prevenção”, explica Maciel.
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