CB.Saúde

Ranking destaca hospitais da Rede D'Or

Vice-presidente Raul Sturari Jr comenta sobre os avanços das unidades de saúde. Para o levantamento da revista Newsweek, é levado em consideração a qualidade de determinado tipo de tratamento, além de métricas de higiene, uso de tecnologia e produção científica

 09/04/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Raul Sturari Jr,  vice presidente da Rede D'Or, é o entrevistado do CB.Saúde  -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
09/04/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Raul Sturari Jr, vice presidente da Rede D'Or, é o entrevistado do CB.Saúde - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Trinta hospitais da Rede D’Or aparecem no ranking World’s Best Hospitals 2026, da revista Newsweek, que lista os 250 melhores unidades de saúde no mundo. A rede aparece como líder global em grupos hospitalares. O vice-presidente da rede, Raul Sturari Jr, comemorou o feito em entrevista ao CB.Saúde — parceria entre o Correio e a TV Brasília — desta quinta-feira (9/4).

Às jornalistas Carmen Souza e Sibele Negromonte, Sturari explicou que, para o ranking, é levado em consideração a qualidade de determinado tipo de tratamento, métricas de higiene, uso de tecnologia, produção científica e a proporção entre a quantidade de médicos e de pacientes.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

O vice-presidente destacou que a reputação dos hospitais na comunidade médica foi medida pelo ranking. Ele defende que a qualidade assistencial oferecida nos estabelecimentos foi resultado de esforços conjuntos de todo o quadro de profissionais ao longo de décadas de trabalho. 

Para medir a reputação da Rede D’Or, diversos médicos foram entrevistados sobre os melhores hospitais da região — mas eles não poderiam indicar um local onde possuísse vínculo. “Talvez seja um dos principais parâmetros. Indica quais locais o próprio médico indicaria para tratamento”, disse Sturari. 

Já nos aspectos tecnológicos, a Rede D’Or emprega a Inteligência Artificial (IA) para facilitar a carga de trabalho dos profissionais de saúde e remover barreiras burocráticas no atendimento dos pacientes. Para isso, o grupo possui um sistema consolidado de atendimento inicial automático, de forma rápida. Entretanto, ele defende que o contato humano não deve ser substituído por completo e, se surgirem dúvidas, o paciente será direcionado para um atendimento tradicional.

De acordo com o vice-presidente, a IA também pode ser utilizada para facilitar a carga burocrática dos próprios médicos e enfermeiros. Isso é feito por meio da gravação das conversas em consultas, com o consentimento do paciente, que depois serão transcritas com o uso de IA. Apenas com o áudio, a IA poderá redigir de forma automática os relatórios médicos, que devem ser aprovados de forma individual, tirando uma “carga administrativa” dos profissionais. 

Ele adiciona que esse tipo de tecnologia também pode colaborar para a melhoria das consultas. “A IA está nos ajudando, de uma forma muito robusta, a devolver a examinação direta entre médico e paciente, deixando que o trabalho de digitação seja feito pela tecnologia”, explica. 

Modernização

Com a Resolução nº 2.454/2026, o Conselho Federal de Medicina (CFM) normatiza o uso de IA para a profissão. O texto assegura o uso da ferramenta aos médicos, desde que sejam respeitados os limites éticos e legais da profissão. O vice-presidente da Rede D’Or disse que o grupo médico utiliza a tecnologia de acordo com a resolução, de forma assistiva e sem substituir responsabilidades individuais de seu corpo médico.

“O médico deve ser, sempre, o dono e o responsável final pela decisão”, comenta. Ele explica, ainda, que o uso de IA para a medicina é diferente do utilizado pela maior parte da população, com ferramentas generativas. Nos hospitais, a IA é empregada de forma especializada para a identificação de doenças, muitas vezes invisíveis a olho nu, em exames. Entretanto, o diagnóstico ainda deve ser do próprio profissional.

Ele explica que a análise de um exame de imagem, feita pela IA, pode identificar problemas que passam despercebidos. Por exemplo, um paciente que vai ao hospital com queixa de dores abdominais pode apresentar um pequeno nódulo no pulmão, que será detectado por um algoritmo. Então, essa imagem será encaminhada para médicos especialistas, que poderão recomendar uma consulta adicional. “Já salvamos muitas vidas dessa forma”, comenta Sturari.

O vice-presidente também atesta a participação do grupo em programas de integração com o Sistema Único de Saúde (SUS). Ele destaca o Agora Tem Especialistas, uma iniciativa que busca reduzir as filas de espera por consultas, exames e cirurgias de maior complexidade na saúde pública. Alguns hospitais da Rede D’Or realizam essa integração, e buscam trazer o atendimento especializado, garantido para os clientes de convênios, para os pacientes do SUS.

  • Assista à íntegra da entrevista
    Assista à íntegra da entrevista Foto: CB/D.A Press
  •  09/04/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Raul Sturari Jr,  vice presidente da Rede D'Or, é o entrevistado do CB.Saúde
    09/04/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Raul Sturari Jr, vice presidente da Rede D'Or, é o entrevistado do CB.Saúde Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
  •  09/04/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Raul Sturari Jr,  vice presidente da Rede D'Or, é o entrevistado do CB.Saúde
    09/04/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Raul Sturari Jr, vice presidente da Rede D'Or, é o entrevistado do CB.Saúde Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
  • Google Discover Icon
postado em 10/04/2026 04:30
x