
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), decretou estado de emergência em Saúde para conter o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e o aumento das ocupações de unidades de terapia intensiva (UTI). De acordo com o Plano de Ação Estadual de Enfrentamento à SRAG, divulgado na sexta-feira (17/4), o Estado irá assegurar incentivo financeiro de R$ 2 mil por diária para leitos de UTI e R$ 500 para Suporte Ventilatório Pulmonar (SVP).
A intenção é mobilizar uma Rede de Atenção à Saúde com leitos exclusivos para a SRAG em Goiás, integrada por unidades estaduais, municipais e contratualizadas, podendo chegar a 564 leitos dedicados a pacientes com a síndrome, entre UTI e enfermaria com suporte ventilatório. O incentivo federal será destinado a estabelecimentos que compõem a Atenção Especializada do SUS no estado, garantindo a sustentabilidade financeira das unidades durante os 90 dias de vigência do decreto.
Em março, foram registradas 1,8 mil solicitações de internação por SRAG, enquanto nos oito primeiros dias de abril foram contabilizados 480 pedidos. O volume do primeiro trimestre de 2026 é superior ao registrado em 2024. “Estamos nos antecipando a um cenário de aumento dos casos de síndrome respiratória aguda grave para evitar a sobrecarga do sistema de saúde”, explicou Rasível Santos, secretário de Estado da Saúde, em coletiva de imprensa.
Para garantir a eficiência dos atendimentos, a SES-GO orienta que a população que apresenta casos leves, como febre e tosse, procure as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Os casos com sinais de alerta, como falta de ar e saturação de oxigênio abaixo de 95%, devem ser encaminhados às UPAs e hospitais de referência.
Vacinação
Apesar dos reforços nas estruturas hospitalares do estado, a SES-GO alerta para a baixa adesão às vacinas contra a gripe. Atualmente, a cobertura vacinal em Goiás é de apenas 16,19%, número considerado insuficiente para frear a circulação viral na população mais suscetível a complicações, como idosos e crianças. “A vacinação é fundamental nesse momento, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, pois reduz significativamente os casos graves e a necessidade de internação”, reforçou Rasível. No Brasil, a cobertura vacinal contra Influenza para as faixas etárias prioritárias está em 16,92%.
Um boletim divulgado pela Fiocruz na quinta (16) alertou para o aumento de casos de SRAG em crianças menores de 2 anos no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do país. Neste mês, o Distrito Federal recebeu 65 mil doses de vacinas contra a covid-19. Na nova rodada de imunização, os grupos prioritários são o foco da aplicação dos imunizantes.

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