morte no trânsito

Van envolvida em tragédia na BR-020 era clandestina e irregular

Segundo a ANTT, a van não possuía Termo de Autorização de Fretamento desde 2023 nem Certificado de Segurança Veicular. A Polícia Civil de Goiás abriu inquérito para investigar as causas do sinistro que deixou oito mortos

Destroços da van ficaram espalhados na via, que foi interditada  -  (crédito:  Material cedido/Diário de Formosa)
Destroços da van ficaram espalhados na via, que foi interditada - (crédito: Material cedido/Diário de Formosa)

A van envolvida na tragédia que resultou em oito mortes era clandestina e irregular, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A autarquia federal verificou as condições do veículo por meio da placa, e a van não tem Termo de Autorização de Fretamento desde 2023 nem Certificado de Segurança Veicular. "O veículo em questão não tem autorização da ANTT e nem está cadastrado na frota de nenhum transportador habilitado, ou seja, clandestino e irregular", declarou. 

Dos oito mortos, sete estavam na van que transportava membros de uma mesma família — quatro primos e uma tia morreram. O grupo retornava para São Paulo após participar do sepultamento de uma parente no município de Buritirama, na Bahia.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

A dinâmica do sinistro, ocorrido no KM 60, em Formosa (GO), revela que a van seguia no sentido Bahia - São Paulo quando perdeu o controle, invadiu a faixa contrária e bateu lateralmente em um Fiat Toro, que capotou. No automóvel, estavam quatro pessoas, incluindo Valdivina Lourenço Ferreira, 60 anos, que não resistiu e morreu ainda no local do sinistro.

Após colidir contra o automóvel, a van bateu de frente em um caminhão Volvo FH, conduzido por Carlos Francisco de Queiroz, 42, que não se feriu. Dos 13 ocupantes da van, sete morreram na hora: os motoristas João Rodrigues de Oliveira, 53, e Agnaldo Rodrigues de Oliveira, 64, que se revezavam; e os familiares Johnes Rodrigues, 34, filho da mulher que havia sido velada na Bahia; Onildo Rodrigues, 36, e Ivan Rodrigues, 53, irmãos e primos das demais vítimas; Jacoeleni Mota, 36; e Benilde Rodrigues, 69, tia dos familiares. 

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) abriu um inquérito para investigar as causas do sinistro. Ao Correio, o delegado da 2ª Delegacia de Polícia (Formosa), Jandson da Silva, afirmou que é preciso aguardar a conclusão dos laudos periciais e ouvir as testemunhas do caso para confirmar as causas das colisões. 

  • Google Discover Icon
postado em 22/04/2026 15:01
x