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"Digo aos clientes que não faço delação premiada", diz ex-advogado de Paulo Henrique Costa

Em entrevista nesta terça-feira (5/5), Cleber Lopes, que atuou até abril na defesa do ex-presidente do BRB, afirmou que discorda do modo como a delação é feita no Brasil

O advogado criminalista Cleber Lopes é o entrevistado do CB.Poder Especial. Na bancada, Ana Maria Campos e Denise Rothenburg -  (crédito:  Ed Alves/CB/D.A Press)
O advogado criminalista Cleber Lopes é o entrevistado do CB.Poder Especial. Na bancada, Ana Maria Campos e Denise Rothenburg - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Manuela Sá*

Em entrevista ao CB.Poder  — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — desta terça-feira (5/5), o advogado criminalista Cleber Lopes contou que soube pelo cunhado do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa que não atuaria mais em sua defesa. “Um advogado da família, que foi se avistar com Paulo Henrique no final de semana, trouxe essa notícia para os parentes. Não sei se a família o induziu a isso ou se eles mandaram um recado pelo advogado."

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Depois de receber a notícia, Lopes foi conversar com Paulo Henrique no presídio. "Eu disse a ele que tudo bem e que esperava que ele tivesse sucesso, virei as costas e fui embora. Por uma decisão pessoal, após a prisão, Paulo Henrique resolveu trocar de advogado e eu, naturalmente, respeito a posição dele”, disse Lopes às jornalistas Ana Maria Campos e Denise Rothenburg.  

Paulo Henrique está detido no Complexo Penitenciário da Papuda desde que foi preso preventivamente, em 16 de abril, na quarta etapa da Operação Compliance Zero. Após a mudança de advogado, ele passou a negociar um acordo de delação premiada.

Em relação ao que motivou o ex-presidente do BRB a fazer trocas em sua defesa, Lopes disse que não pode afirmar que a mudança foi feita por causa da delação premiada. Ele também contou que, na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro, ele avisou que não ia usar esse instituto jurídico, pois não concorda com a forma como ele é feito no Brasil. “Sempre digo aos clientes que não faço delação premiada", disse.  

Lopes comentou, ainda, que soube que não ia atuar mais no caso pelo cunhado do ex-presidente do BRB. 

Assista à íntegra do programa:

*Estagiária sob a supervisão de Tharsila Prates

 

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postado em 05/05/2026 17:23 / atualizado em 05/05/2026 17:29
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