O trabalho de mulheres que promovem mudanças sociais no DF foi celebrado na noite desta segunda-feira (25/5), durante a 4ª edição do Prêmio Engenho Mulher — Reconhecimento a Quem Nos Transforma. Realizada no Museu de Arte de Brasília (MAB), a cerimônia homenageou Ana Paula Bernardes, Anabele Gomes e Cristiane Sobral.
As homenageadas foram escolhidas entre mais de 30 indicadas por um júri formado pelas jornalistas Basília Rodrigues, Cláudia Meirelles, Márcia Zarur, Neila Medeiros, Paola Lima e Sibele Negromonte, da Revista do Correio.
Para Sibele, a premiação deve impactar na construção de uma sociedade mais igualitária. “Valorizar mulheres que fazem a diferença numa sociedade tão desigual quanto a nossa, em que a equidade de gênero é tão importante e tem que ser uma bandeira, para mim esse prêmio é isso: mostrar mulheres que fazem a diferença na sociedade”, afirmou.
Há mais de 20 anos, Ana Paula Bernardes, 56 anos, incentiva o hábito da leitura entre crianças e adolescentes por meio do projeto Roedores de Livros, em Ceilândia. Ela criou uma biblioteca comunitária com mais de cinco mil exemplares de literatura infantil e juvenil, além de trazer oficinas e encontros literários. “Temos que mostrar a literatura por prazer, a literatura para pensar e conversar sobre o mundo, não apenas para as obrigações escolares. É a literatura que abre os horizontes para ter outras possibilidades”, disse.
Já Anabele Gomes, 41, presidente da Rede de Sementes do Cerrado, lidera ações que unem reflorestamento, educação ambiental e geração de renda para mulheres de comunidades tradicionais, quilombolas e pequenas produtoras rurais.
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“Espero que esse prêmio sirva como exemplo para nós também olharmos para as pessoas que estão dentro das comunidades e têm um conhecimento enorme, por isso devem ser reconhecidas”, disse.
A escritora Cristiane Sobral, 51, autora de 13 livros e referência na luta por igualdade racial, também foi reconhecida pela atuação na promoção da diversidade e da educação. Uma de suas obras, “Não Vou Mais Lavar os Pratos”, integra a lista de leituras obrigatórias do PAS da Universidade de Brasília.
“Tenho certeza que estou fazendo a minha parte, mas não basta. O título de mulher guerreira não me representa. Eu quero ser uma mulher vitoriosa e quero gozar do bem viver, que é uma coisa que qualquer mulher deve”, observou.
