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Eleições 2026: Arruda explica por que voltou à política

Em entrevista ao CB.Poder, ele detalhou propostas para um eventual governo e disse que quer tirar Brasília do que considera um mau momento, além de ser lembrado pelo seu trabalho como governador e senador

"Eu perdi um pênalti, mas quero ser lembrado pelo conjunto da obra", disse José Roberto Arruda -  (crédito:  Davi Pereira/CB/D.A Press)
"Eu perdi um pênalti, mas quero ser lembrado pelo conjunto da obra", disse José Roberto Arruda - (crédito: Davi Pereira/CB/D.A Press)

Manuela Sá*

O ex-governador José Roberto Arruda, pré-candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) pelo Partido Social Democrático (PSD), detalhou, nesta segunda-feira (15/06), os motivos que o levaram a retornar à política. Em entrevista ao CB.Poder  — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília —, ele disse às jornalistas Denise Rothenburg e Ana Maria Campos que quer tirar Brasília do que considera um mau momento e ser lembrado pelo seu trabalho como governador e senador.

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Arruda foi condenado em segunda instância em ação de improbidade administrativa da Operação Caixa de Pandora, que investigava esquema de corrupção no GDF, e está afastado das eleições desde 2010. Agora, ele tenta retorna depois do Projeto de Lei Complementar 219/2025, que altera a Lei das Inelegibilidades e a Lei da Ficha Limpa.

Durante o programa, o pré-candidato avaliou que pouco foi feito no DF desde sua saída. Como propostas de governo, ele disse que pretende construir hospitais no Recanto das Emas, Sol Nascente e São Sebastião, fazer novas linhas de metrô, um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) saindo do Aeroporto e uma quarta ponte. “Brasília precisa pensar melhor o futuro, não pode ficar só remendando o presente”, afirmou. 

De acordo com Arruda, a segunda razão pela qual ele quer se candidatar é sua vontade de ser lembrado pelo trabalho enquanto governador do DF, não pela forma como saiu da política. Ele fez uma comparação com o jogador de futebol Zico para explicar como se sente. Para o pré-candidato, não seria justo um documentário sobre Zico, considerado por ele o melhor jogador do Brasil depois do Pelé, mostrar apenas o pênalti que ele perdeu na Copa de 1986. 

“Eu perdi um pênalti, mas quero ser lembrado pelo conjunto da obra. Voltando a ser candidato, posso confrontar tudo o que falaram sobre mim. Posso explicar o que aconteceu e, sobretudo, ajudar a pensar o futuro de Brasília”, destacou. 

Assista à íntegra do programa:

*Estagiária sob supervisão de Eduardo Pinho

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postado em 15/06/2026 16:05
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