CB.Poder

Estudo mostra que motoristas de aplicativo gastam mais de R$ 2,5 mil por mês com combustível

Ao CB.Poder, juiz auxiliar da presidência do Conselho Superior da Justiça do Trabalho falou sobre pesquisa do TST que traça custos de motoristas de aplicativos

23/06/2026. Rodrigo Trindade*, juiz auxiliar da presidência do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, é o entrevistado do CB.Poder. Na bancada: Ana Maria Campos e Ronayre Nunes. -  (crédito:  Davi Pereira/CB/D.A Press)
23/06/2026. Rodrigo Trindade*, juiz auxiliar da presidência do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, é o entrevistado do CB.Poder. Na bancada: Ana Maria Campos e Ronayre Nunes. - (crédito: Davi Pereira/CB/D.A Press)

Manuela Sá*

Em entrevista CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília —  Rodrigo Trindade, juiz auxiliar da presidência do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, detalhou um levantamento feito pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para parametrizar os custos fixos de motoristas de aplicativo. Aos jornalistas Ana Maria Campos e Ronayre Nunes, Trindade disse, nesta terça-feira (23/06), que esses profissionais gastam, em média, mais de R$ 2,5 mil em combustível por mês. 

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O cálculo se baseia em uma média nacional, identificando o tempo de condução diária e a distância percorrida. Esse valor representa metade dos gastos fixos dos motoristas de aplicativo. A análise aponta que trabalhadores que utilizam o carro próprio têm uma despesa mensal de cerca de R$ 5.566. Já os que usam carro alugado têm um custo de R$ 5.706 por mês. 

Trindade disse se preocupar com a forma como esse novo modelo de organização do trabalho reduz a arrecadação tributária e a integração na previdência social dos profissionais. Outra questão levantada por ele é a maneira como os motoristas são compelidos a cumprir longas jornadas de trabalho. O estudo mostra que esses profissionais trabalham 5,5 horas a mais do que a média dos trabalhadores brasileiros. “Esse excesso de jornada tende a produzir adoecimentos e acidentes”, afirmou o juiz. 

Segundo Trindade, o aumento de acidentes sem que haja cobertura da Previdência Social é um desafio. Aqueles que não estão integrados ao sistema, e não conseguirem trabalhar, ficam sem renda. “Esse é um problema muito grande que tem que estar na pauta para entendermos a importância de oferecer algum tipo de normativa para esse trabalhador”, defendeu. 

Assista à íntegra do programa: 

*Estagiária sob supervisão de Eduardo Pinho

 

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postado em 23/06/2026 16:47
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