
Com o jogo empatado, a tensão tomou conta da Embaixada do Japão, onde brasileiros e japoneses acompanham juntos o duelo pelos 16-avos de final da Copa do Mundo de 2026. Em meio a reações divididas e expectativas incertas, torcedores vivem o dilema entre a razão e a emoção, em um jogo que mantém o resultado em aberto e o coração repartido até o apito final.
Sandro Maeda, 38, decidiu acompanhar a partida ao lado da filha Serena, de 4, na Embaixada do Japão, em busca de uma experiência diferente. “Como é um jogo que divide um pouco o coração, achei que seria uma experiência divertida assistir aqui”, contou. Segundo ele, a escolha também reflete o interesse pelo futebol japonês. “Eu pensei que poderia ser um jogo histórico para o Japão, que pode mudar muito a fase do futebol japonês. Sou fã e minha família veio de lá, por isso, escolhi torcer para o Japão hoje”, explicou. A decisão, no entanto, não foi simples. “Escolhi a camisa na hora de entrar, foi de última hora mesmo”, completou.
Já Serena acompanha o jogo com a espontaneidade de quem está descobrindo o futebol. Inicialmente confiante na vitória brasileira, ela mudou de opinião após o primeiro gol da seleção japonesa. “Eu achei que o Brasil ia ganhar, mas quando o gol foi do Japão, achei que agora ficou difícil”, disse.
O japonês Kimihiko Kohno, 29, servidor da embaixada do Japão, morador de Brasília há dois anos, ele conta que apesar do primeiro gol ter sido da seleção japonesa, o jogo ainda não está ganho. "O Japão jogou bem, mas a gente nunca sabe o que pode acontecer, o Brasil também jogou bem", contou.
Para ele, o placar vai ser de 2x1, mas não disse para quem. "Fico com o coração bem dividido" afirmou.

Cidades DF
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