Os relatos da aparição de um objeto voador não identificado, os famosos OVNIs, no Paraná, durante o fim de semana, têm agitado as redes sociais nos últimos dias. Um frisson semelhante, no entanto, ocorreu no Distrito Federal há 49 anos. Em 13 de fevereiro de 1977, uma reportagem do Correio Braziliense chamou a atenção dos brasilienses ao relatar o aparecimento de um suposto disco voador nos céus da Asa Sul. O caso, registrado na Quadra 205 Sul, misturou curiosidade, especulação e até relatos de medo entre moradores da região.
À época, o fotógrafo Eduardo Stukert conseguiu registrar em imagens um objeto luminoso que surgia diariamente por volta das 20h. A observação começou quando ele visitava o apartamento de um amigo na Asa Sul e foi alertado sobre a presença da luz no céu.
Intrigado, Stukert fotografou o fenômeno inicialmente com uma lente de 50mm. Após revelar o filme e constatar que o objeto aparecia nas imagens, decidiu retornar ao local equipado com uma câmera Nikon F2, uma lente teleobjetiva de 400mm e um tripé para acompanhar o fenômeno com mais detalhes.
De acordo com o relato publicado à época, o objeto aparecia pontualmente no céu e levava cerca de duas horas para descer gradualmente até desaparecer entre os blocos da quadra. Durante todo esse período, o fotógrafo registrou a movimentação da luz.
A reportagem destacou que alguns moradores acreditavam estar diante de um disco voador. O clima de mistério alimentou rumores e relatos curiosos. Um vigia da região afirmou ter visto duas pessoas de baixa estatura caminhando próximo a um dos blocos da quadra, embora tenha ressaltado que não as viu saindo do objeto luminoso.
O episódio rapidamente se transformou em tema de conversa entre moradores e ganhou espaço de destaque no jornal. Sem uma explicação conclusiva apresentada na reportagem, o caso passou a integrar a lista de histórias e supostos avistamentos de objetos voadores não identificados que marcaram o imaginário popular de Brasília nos anos 1970.
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Confira a íntegra da reportagem publicada pelo Correio Braziliense em 13 de fevereiro de 1977
Disco voador na Asa Sul assusta moradores da 205
O fotógrafo Eduardo Stukert conseguiu fotografar um objeto voador não identificado que, todos os dias, às 20 horas, pousa tranquilamente entre dois blocos da Quadra 205 Sul. O que Eduardo descobriu deixou-o surpreso, uma vez que o objeto demora quase duas horas para descer entre os blocos. E antes de pousar na gramada “desaparece magicamente”.
O fotógrafo estava em visita no apartamento número 207, situado no bloco O da Quadra 404 Sul, do seu amigo Welmique, quando o rapaz lhe mostrou o objeto luminoso aproximando-se de um dos blocos da 205 Sul. Sem vacilar fotografou-o usando uma lente normal, marca Pentax, de 50 mm e foi para casa onde revelou o filme.
Apesar de ter ficado muito distante, a foto caracterizava bastante o objeto luminoso. Por isso, apanhou sua Nikon F2, com uma tele de 400 mm, além de um tripé, e armou o equipamento no quarto de Welmique.
Exatamente às 20 horas de ontem, o objeto surgiu no céu e desceu tranquilamente, demorando quase duas horas para esconder-se entre os blocos. Durante todo esse período de tempo Eduardo fotografou-o pacientemente conseguindo o material publicado na primeira página.
Disco voador?
Vários moradores da quadra 205 estão em pânico porque estão imaginando que o objeto seja um Disco Voador que veio de outro planeta para espionar a capital da república.
Um vigia chegou a dizer que viu duas pessoas de estatura muito pequena andando em direção a um bloco da quadra 205, situado de frente para o “lixinho”. “Os caras eram muito estranhos, mas não os vi saindo do troço luminoso que estão dizendo que é Disco Voador”, declarou o rapaz que fez questão de não se identificar “porque tenho medo de tudo isso ser verdade e acabar sendo levado para outro planeta”.
