O presidente do Correio Braziliense, Guilherme Machado, afirmou nesta quarta-feira (17/6) que a inteligência artificial já representa uma transformação profunda na forma como empresas, governos e profissionais lidam com a informação.
Durante a abertura do 7º Brasília Summit — Inteligência Artificial e o Impacto na Gestão Pública, realizado no Hotel Brasília Palace, ele ressaltou que o setor de comunicação foi um dos primeiros a sentir os efeitos da nova tecnologia e, por isso, precisou se adaptar rapidamente às mudanças.
Segundo Machado, o Correio e os Diários Associados acompanham de perto a evolução da inteligência artificial desde os primeiros avanços da ferramenta. Como exemplo, citou o lançamento do Chateau, sistema próprio de inteligência artificial do grupo, criado em homenagem ao fundador Assis Chateaubriand. A plataforma auxilia no monitoramento de fatos e tendências em tempo real, permitindo que as equipes jornalísticas identifiquem rapidamente assuntos de interesse público e ampliem a capacidade de cobertura.
“O tempo todo a inteligência artificial nos ajuda a monitorar qualquer tipo de informação que esteja acontecendo no mundo. Ela nos alerta sobre temas que estão surgindo e orienta nossos jornalistas a aprofundarem a apuração”, afirmou.
De acordo com o presidente, o uso da tecnologia possibilita antecipar demandas dos leitores e oferecer conteúdos alinhados aos temas que ganham relevância na sociedade.
Ao abordar o avanço da IA, Machado defendeu que o debate já não deve se concentrar apenas nas capacidades da tecnologia, mas principalmente em sua aplicação prática. Para ilustrar a mudança de perspectiva, citou uma reflexão do jornalista Thomas Friedman, do The New York Times. “O hype da inteligência artificial foi em 2024 e 2025, quando todos perguntavam o que a IA fazia. Agora, a pergunta é o que nós fazemos com a IA”, destacou.
O presidente do Correio também chamou atenção para os desafios da adaptação profissional diante das novas ferramentas digitais. Citando o cientista da computação e comunicador Lex Fridman, afirmou que a principal disputa no futuro não será entre humanos e máquinas, mas entre aqueles que sabem utilizar a inteligência artificial e aqueles que permanecem à margem dessa transformação. Para Machado, a incorporação estratégica da tecnologia será decisiva para aumentar a produtividade, a inovação e a competitividade em diferentes áreas, incluindo a gestão pública.
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