Natureza

Pesquisadores lançam guia digital sobre serpentes do DF

O livro surgiu do projeto Monitoramento de Serpentes do Distrito Federal e apresenta as 20 espécies mais comuns de Brasília e região

Pesquisadores da Universidade Católica de Brasília (UCB) e da Universidade de Brasília (UnB) lançam o livro digital “Guia de Serpentes mais Comuns do Cerrado”. O e-book é resultado do projeto Monitoramento de Serpentes do Distrito Federal, realizado pelo UCB, em parceria com o Museu de Biologia da Universidade de Brasília. A obra, com 54 páginas, documenta as 20 espécies mais comuns de serpentes de Brasília e região. O Distrito Federal possui mais de 65 espécies.

A obra conta com fotos feitas por fotógrafos reconhecidos na área da biologia e da fotografia de natureza para mostrar a diversidade de cores, tamanhos e formas das serpentes. Informações sobre alimentação, habitat e aspectos básicos da biologia de cada espécie também estão disponíveis em linguagem simples, a fim de poderem ser compreendidas por todos os públicos. 

Nathalie Citelli é professora do curso de Ciências Biológicas da Universidade Católica de Brasília e explicou que a ideia de fazer o guia nasceu da manutenção da biodiversidade e da fauna no Distrito Federal. “Isso motivou o nosso grupo a criar o guia para ajudar as pessoas a conhecerem melhor esses animais, compreenderem sua importância para a natureza e desenvolverem apreço por eles”, relembrou. 

A especialista afirma que os animais rastejantes são fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas e para a manutenção da biodiversidade. “Elas ajudam a controlar populações de presas, como roedores, lagartos, sapos e aves e contribuem para o equilíbrio dessas populações”, explica. Além disso, servem de alimento para bichos como cachorros-do-mato, aves de rapina, corujas, gaviões e até outras serpentes. 

Outro objetivo do guia é desmistificar mitos associados a algumas espécies de serpentes do Cerrado. Nesse sentido, Nathalie afirma que “menos de 30% das espécies são peçonhentas, enquanto a grande maioria não oferece risco às pessoas”. Ela ressalta que casos de picada, em sua maioria, são resultados de tentativas de manipular o animal ou perturbá-lo de alguma forma. 

Nathalie reforça que a atitude mais segura, ao encontrar uma cobra pelo caminho, é manter distância e acionar o Batalhão de Polícia Ambiental, órgão responsável pelo manejo e a remoção segura desses animais. “Jamais se deve colocar a mão ou tentar capturá-la. Em geral, elas tendem a fugir e evitar o contato com as pessoas”. A especialista também aproveita para alertar que matar ou manipular animais silvestres sem autorização é crime ambiental. Acesse aqui o guia.

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