CB.Agro

Embrapa passa a ser primeira Autoridade Depositária Internacional do Brasil

Agora, a empresa pode receber, certificar e patentear material genético e microrganismos nacionais e também de outros países. Medida reduzirá custos e pode gerar receita

Selma Beltrão, diretora de governança da Embrapa, é a entrevistada do CB.Agro desta sexta-feira (10/7) -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Selma Beltrão, diretora de governança da Embrapa, é a entrevistada do CB.Agro desta sexta-feira (10/7) - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Manuela Sá*

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) acaba de ser credenciada como Autoridade Depositária Internacional. Ela já guarda em seu banco genético DNAs de plantas, animais e microrganismos e, agora, está habilitada também para receber, certificar e patentear material genético e microrganismos destinados ao patenteamento de invenções biotecnológicas do mundo todo, além de fazer isso com os produtos nacionais. Nesta sexta-feira (10/7), em entrevista ao CB.Agro — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — a diretora de governança da Embrapa, Selma Beltrão, explicou que esse credenciamento reduz custos e promove a soberania do Brasil. 

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Aos jornalistas Adriana Bernardes e Roberto Fonseca, a diretora detalhou que, com essa mudança, os profissionais da ciência e da tecnologia passam a ter, no Brasil, uma instituição de pesquisa que é autoridade internacional. Agora, todo ecossistema de inovação brasileiro não precisa mais mandar material biológico, especialmente microrganismos, para instituições fora do país.

De acordo com Selma, guardar esses produtos em instituições internacionais custa cerca de R$ 60 mil por material. Dessa forma, além de reduzir custos, ter uma Autoridade Depositária Internacional no Brasil também gera uma fonte de receita. A Embrapa pode prestar esse tipo de serviço que era feito no exterior e ser remunerada por isso. “Não vamos trabalhar somente para o ecossistema brasileiro”, afirmou. 

Outra vantagem é a promoção da autonomia brasileira e da segurança dos produtos nacionias. “Somos um país extremamente rico em biodiversidade. Mandar nosso material biológico pode trazer algum tipo de risco. Fazendo isso aqui dentro, a gente evita problemas de biopirataria ou qualquer uso indevido de material brasileiro”, concluiu Selma.

Assista à íntegra do programa:

*Estagiária sob supervisão de Tharsila Prates

 

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postado em 10/07/2026 16:21
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