
Uma enfermeira teria sido agredida por uma mulher de 39 anos que buscava atendimento no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), por volta das 21h30 deste domingo (9/8). Segundo a PMDF e relato de Gisella Souza Pereira, 42, profissional da saúde agredida, a agressão ocorreu após a paciente ser informada de que deveria ser atendida em uma UPA ou Unidade Básica de Saúde, pois o HRSam estava em bandeira vermelha para clínica médica — que indica restrição ou superlotação no setor, com atendimento voltado prioritariamente a casos graves. A agressora, então, teria dado socos, tapas e arranhões no rosto, no tórax, no pescoço e nas mãos da enfermeira.
A profissional de saúde afirmou que a mulher preencheu ficha para passar pela triagem com queixa de mal-estar, dor abdominal leve e dor ao urinar há dois dias. Após o procedimento, recebeu a classificação de gravidade azul, significando sintomas mais leves. “Eu disse à paciente que ela poderia procurar atendimento na UPA, pois nós estávamos em bandeira vermelha para clínica médica e que ela poderia buscar outras unidades de atendimento", contou Gisella.
Em seguida, a paciente teria solicitado um documento que comprovasse a presença no hospital. Gisella explicou que, como ela foi acolhida, mas não atendida por médicos, não seria possível providenciar o comprovante. A mulher, então, pediu para fotografar a tela do computador, e a profissional autorizou. Segundo a enfermeira, a paciente começou a filmá-la, e foi solicitado que parasse. Nesse momento, a agressão se iniciou.
Na versão da autora, ela afirmou ter sido empurrada e segurada pelos cabelos durante o desentendimento. E que seu esposo e os vigilantes do hospital intervieram, separando as envolvidas. Gisella está com hematomas nas áreas atacadas e diz se sentir “fragilizada, mas resignada a publicar o fato e buscar por justiça”.
As envolvidas foram encaminhadas à 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia, e depois ao IML para registro de lesão corporal. Na DP, foi lavrado um termo circunstanciado sobre o fato, registro policial simplificado usado para crimes leves, infrações de menor potencial ofensivo.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que a servidora recebeu acolhimento institucional e foi encaminhada à avaliação pela Medicina do Trabalho para análise da necessidade de afastamento temporário como medida de proteção, e mencionou a Lei Distrital nº 7.934/2026, que assegura proteção física, psicológica e institucional aos profissionais de saúde vítimas de ameaça ou violência.
O Conselho Regional de Enfermagem se manifestou em defesa da profissional e cobrou medidas imediatas para garantir a segurança das equipes de saúde. Segundo a organização, “para o Conselho, a violência não pode ser tratada como parte da rotina da enfermagem. O Coren-DF seguirá acompanhando o caso e atuando para garantir condições seguras para o exercício profissional”, informou a entidade.

Cidades DF
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