
Uma operação nacional deflagrada nesta terça-feira (11/8) mira um grupo suspeito de invadir o sistema de uma instituição financeira e exigir o pagamento de 10 bitcoins para não divulgar dados sigilosos obtidos durante o ataque. As criptomoedas correspondem a cerca de R$ 328 mil, considerando a cotação mencionada na investigação.
Coordenada pela 1ª Delegacia de Crimes Cibernéticos (1ª DCCIBER/DEIC) de São Paulo, a ação contou com o apoio das Polícias Civis do Rio de Janeiro, do Distrito Federal, de Goiás e de Minas Gerais. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nos estados envolvidos na operação.
Os investigados poderão responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático, divulgação de segredo e extorsão. Somadas, as penas máximas previstas para os delitos podem chegar a 18 anos de reclusão.
Dinâmica
Segundo as investigações, o caso começou depois que uma instituição financeira comunicou às autoridades ter identificado um acesso ilícito à própria base de dados. Após a invasão, os suspeitos teriam passado a exigir o pagamento de 10 bitcoins como condição para não tornar públicas as informações obtidas.
De acordo com o delegado da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), João Guilherme, os criminosos utilizaram um aplicativo de mensagens para fazer as ameaças e chegaram a criar um site para negociar e divulgar os dados que teriam sido subtraídos.
“Esses crimes cibernéticos não têm fronteira definida e fazem um número expressivo de vítimas em um só tempo em todo o Brasil”, afirmou o delegado.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos diversos dispositivos digitais. Os equipamentos serão encaminhados para exames periciais.
O nome da instituição financeira não foi divulgado pelas autoridades.

Cidades DF
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