
Por Luiz Francisco* e Vitória Torres - Um homem de 28 anos e uma mulher de 26 foram presos nesta segunda-feira (17/8), em Guarulhos (SP), suspeitos de integrar um esquema criminoso que invadia sistemas de corretoras de seguros e desviava pagamentos de apólices para contas controladas pelos golpistas. A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/DECOR), com apoio da Polícia Civil de São Paulo.
Batizada de Operação Desvio de Rota, a investigação aponta que os suspeitos acessavam indevidamente os sistemas de corretoras e alteravam a forma de pagamento de diferentes apólices de clientes. Cobranças que originalmente eram feitas por débito automático ou boleto passavam a ser direcionadas para a modalidade Pix.
Depois de modificar os dados no sistema das empresas, os criminosos entravam em contato com os clientes pelo WhatsApp. De acordo com a PCDF, eles se passavam por representantes das próprias corretoras e apresentavam justificativas falsas para convencer as vítimas a realizar os pagamentos.
Uma das estratégias utilizadas era informar supostos problemas no débito automático e oferecer descontos de até 5% para quem efetuasse o pagamento por Pix. As transferências, porém, eram direcionadas para chaves fraudulentas controladas pelos criminosos.
Investigação
A partir das informações levantadas, foram solicitados à Justiça mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão.
Durante a ação, os policiais apreenderam dispositivos digitais que serão submetidos a exames periciais. O material poderá auxiliar na identificação de outras pessoas envolvidas e no esclarecimento da extensão do esquema.
Segundo a PCDF, as investigações continuam para identificar possíveis integrantes do grupo criminoso e verificar se os suspeitos estão relacionados a outras ocorrências patrimoniais registradas no DF.
Os investigados deverão responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático e estelionato qualificado pelo meio eletrônico. Somadas, as penas previstas para os crimes podem chegar a até 12 anos de reclusão.
*Estagiário sob a supervisão de Tharsila Prates

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