
O candidato do Novo ao governo do Distrito Federal, Kiko Caputo, afirmou, durante sabatina no Balanço Geral, da Record Brasília, nesta quarta-feira (19/8), que pretende resolver em menos de um ano o problema da população em situação de rua no Distrito Federal. A declaração foi dada ao ser questionado sobre as medidas que adotaria para enfrentar casos de agressões, furtos e outras ocorrências envolvendo pessoas que vivem nas ruas. Caputo defendeu uma atuação conjunta nas áreas de assistência social, saúde, habitação, desenvolvimento econômico e segurança pública e disse que pretende ampliar a participação da iniciativa privada e do terceiro setor no acolhimento.
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“Rua não é lugar para ninguém morar. Rua é lugar para o cidadão de bem transitar, fazer exercício, passear, fazer o que quiser, menos morar”, afirmou. Segundo ele, a situação seria consequência de uma “falência absoluta das políticas públicas” do DF. Caputo argumentou que há diferentes causas para a situação de rua, como rompimento de vínculos familiares, desemprego, problemas relacionados a drogas ou saúde mental e despejos.
Caputo criticou ainda o funcionamento do sistema de segurança e Justiça. “Não dá também para a polícia prender e a Justiça soltar. A polícia fica desestimulada. A polícia está enxugando gelo. Às vezes, o bandido sai da delegacia antes do PM, que está lá preenchendo um monte de papel”, declarou.
Na área de acolhimento, o candidato disse que pretende recorrer à iniciativa privada e ao terceiro setor, com pagamento de uma diária considerada justa para as instituições que prestarem o serviço. Embora tenha sido questionado sobre quanto pretende gastar, quantas vagas seriam criadas e qual seria a meta para os primeiros 12 meses, Caputo não apresentou números. Ele afirmou, porém, que a solução começaria a aparecer “com muito menos de um ano”. “Você pode apostar, com muito menos de um ano a gente já vai resolver essa situação”, afirmou.
Saúde
Caputo afirmou que pretende utilizar a capacidade ociosa da rede privada para reduzir as filas enquanto o governo amplia e reforma a estrutura pública. “Enquanto não tivermos os meios necessários para o próprio poder público prover esse serviço essencial de saúde, a gente vai usar a capacidade ociosa da iniciativa privada para ultimar as cirurgias, para fazer os atendimentos de consulta, para iniciar os tratamentos”, disse.
Paralelamente, o candidato prometeu reformar hospitais e ampliar o número de leitos. Entre as principais propostas apresentadas está a construção de um Hospital do Câncer no DF. Caputo relacionou a promessa à própria experiência familiar, afirmando ter perdido os dois pais para a doença.
“Acho incrível que em 2026 o DF não tenha um hospital do câncer. Goiânia, que está aqui do lado, tem três”, afirmou. Segundo ele, o objetivo é concentrar no mesmo local consultas, exames e o início do tratamento, reduzindo o tempo de espera para pacientes oncológicos. O candidato também prometeu construir um segundo hospital em Ceilândia, além de hospitais em São Sebastião e no Guará.
Trajetória
Ao ser questionado sobre as semelhanças com o ex-governador Ibaneis Rocha, também advogado e ex-presidente da OAB-DF, Caputo afirmou que as trajetórias políticas são opostas. “Nossas semelhanças terminam aí, porque nós somos diametralmente opostos”, afirmou. Segundo ele, desde o início de sua atuação política na OAB, em 2009, foi adversário de Ibaneis.
“Eu sempre fui adversário político dele. Sempre o respeitei, mas nunca concordei com os métodos, com os valores, com os princípios. Os meus são completamente diferentes dos dele”, declarou.
O candidato também criticou partidos e grupos que tiveram experiência no comando do DF. “Todos já tiveram oportunidade de administrar o Distrito Federal. PSDB, o governador Arruda, a própria governadora que pretende a reeleição, o PSB, o PT, todos já tiveram oportunidade de governar Brasília e falharam conosco”, declarou.
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