
Na coletiva de imprensa realizada logo após o término do debate promovido pelo Correio Braziliense e pela TV Brasília, o candidato ao governo do Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB) fez um duro balanço sobre o desempenho de seus opositores. Mirando a governadora e rival direta na disputa, Celina Leão (PP), Cappelli lamentou a escalada de agressividade nos blocos finais e reafirmou suas propostas para a saúde, o transporte público e o Fundo Constitucional.
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Questionado sobre o momento em que foi chamado de "bobo da corte" pela concorrente durante a transmissão, Cappelli lamentou a postura da governadora. "Ela se descontrolou, partiu para agressão e não conseguiu apresentar soluções para a cidade”, disse. Segundo o candidato, Celina “baixou o nível” da discussão. “Recebo com tristeza que uma governadora baixa o nível desse jeito, num debate que até então vinha de alto nível. Ela me chamou de bobo da corte quando eu questionei ela sobre transporte", criticou.
Reiterando a provocação feita ao vivo, o ex-interventor desafiou novamente a candidata a vivenciar a rotina dos passageiros do transporte coletivo no DF. "Governadora, está feito o desafio. Amanhã, 5h, pode escolher o terminal de ônibus que a senhora quiser do Distrito Federal. É Brazlândia? É Planaltina? É lá no Sol Nascente? Vamos sentir a dor da população? Não é razoável que as pessoas levem duas 2h30, 3h para ir ao trabalho. Quando eu questionei ela sobre isso, sobre o caos no transporte, ela veio me agredir. Agressão não resolve, eu vou resolver. Lancei o programa Meta chamado 'No Máximo Até Uma Hora'."
Cappelli voltou a associar o tempo de espera nos terminais à proximidade do governo distrital com empresários do setor rodoviário. "Como a governadora vai exigir ônibus expresso pra população se ela é sócia num embrião de uma vaca de R$ 500 mil do dono de uma empresa de transporte? Ela não tem autoridade [...] Quem está mandando nas linhas de ônibus são as empresas", disparou.
Além do embate pessoal, o candidato aproveitou a coletiva para detalhar suas propostas de gestão e rebater alegações da adversária de que teria perdido ações na Justiça. "Foi ao contrário, foi ela que perdeu a ação. Está nas minhas redes o acórdão, eu ganhei o processo. O que eles fazem é tentar calar a oposição fazendo uma série de processos. Eu ganhei todos os processos que eles entraram contra mim", assegurou.
O postulante do PSB defendeu a urgência de reformas estruturais para proteger os repasses federais destinados à capital federal e resgatar os serviços básicos. "O Fundo Constitucional do Distrito Federal está ameaçado, porque o Brasil inteiro este ano está passando R$ 28 bilhões para complementar o orçamento. Só que o Brasil não vai continuar complementando se continuarmos com a pior saúde e a pior educação. O que está destruindo o Fundo Constitucional é a corrupção, a incompetência e a má-gestão. Só um governo novo com credibilidade pode defender o Fundo Constitucional e resgatar o BRB."
Cappelli reafirmou seus compromissos para a gestão pública, como a isenção de IPVA para motoristas de aplicativo e entregadores de moto até 160cc, o piso salarial nacional dos professores no topo do país e a recomposição do quadro médico local. "Temos hoje mais de 5.300 médicos e 2.300 enfermeiros faltando, além de 31 mil pessoas na fila de cirurgia. Trabalho com gestão há 26 anos, sei como fazer. Eu só preciso de uma chance para a população acreditar que é possível renovar a política do Distrito Federal", concluiu.

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